A artista norte-americana de origem grega Diamanda Galás, “figura incontornável da música avant-garde”, vai atuar em fevereiro em Portugal, com três concertos em Lisboa, Braga e Porto.
Diamanda Galás, de 70 anos, estará a 11 de fevereiro na Culturgest (Lisboa), no dia 14 no Theatro Circo (Braga) e no dia 18 na Casa da Música (Porto), segundo as datas anunciadas esta quinta-feira pela Faz Cultura, empresa municipal de Cultura de Braga, e que marcam o início de uma digressão internacional.
Este regresso de Diamanda Galás a Portugal é revelado semanas antes da saída de dois registos discográficos da cantora e pianista: A 1 de novembro é editada uma versão remasterizada do álbum You Must Be Certain of the Devil (1988) e sai também De-formation: Second Piano Variations, a gravação ao vivo de uma atuação que aconteceu este ano na Pinault Gallery, em Paris.
Diamanda Galás, que possui uma elevada e intensa amplitude vocal, estreou-se ao vivo em 1979, no festival de Avignon, em França, numa ópera de Vinko Globokar, e editou o primeiro álbum, The Litanies of Satan, em 1982.
Em 1991, Galás causou polémica com Plague Mass, gravado na catedral de Saint John the Divine, em Nova Iorque, com o qual chamou a atenção, usando textos bíblicos, para a indiferença com que a Igreja Católica e a sociedade tratavam as vítimas de SIDA.
“Ao longo da sua obra, abordou temas como a doença, o isolamento, o genocídio e a condição humana, em trabalhos como The Divine Punishment, Saint of the Pit e Broken Gargoyles“, enumerou a promotora a propósito do regresso a Portugal.
Broken Gargoyles é um dos seus mais recentes trabalhos, uma instalação criada com o artista Daniel Neumann, que esteve patente no Mosteiro de Tibães (Braga) em 2022, e que consiste em vozes naturais e fortemente processadas, manipuladas, piano e várias outras fontes de som.



