A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira a nova Lei da Nacionalidade, com os votos favoráveis do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP, assegurando a viabilização de alterações legislativas anteriormente chumbadas pelo Tribunal Constitucional.
O diploma foi aprovado com os votos contra das restantes bancadas parlamentares, num processo marcado por negociações entre os partidos da direita, em particular entre o PSD e o Chega, que permitiram alcançar um entendimento sobre o texto final.
A nova versão surge na sequência da reapreciação de dois decretos — relativos à Lei da Nacionalidade e ao Código Penal — que tinham sido considerados parcialmente inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional.
O acordo político estabelecido permitiu introduzir alterações destinadas a ultrapassar essas inconstitucionalidades, garantindo assim a conformidade legal do diploma agora aprovado.
A votação reflete uma convergência inédita entre os partidos da direita parlamentar nesta matéria, contrastando com a oposição das restantes forças políticas, que mantiveram críticas ao conteúdo das alterações.
Com a aprovação no Parlamento, o diploma segue agora os trâmites legais subsequentes, num processo que continua a gerar debate político e jurídico em torno das regras de atribuição e perda da nacionalidade portuguesa.



