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É urgente silenciar as tecnologias à hora da refeição

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Cada vez estamos mais ausentes nos locais onde marcamos presença!

Por motivos diversos, a hora da refeição durante muitos anos foi considerada um tempo “sagrado”.

Era o tempo em que as famílias e/ou os amigos aproveitavam para aprofundar as suas relações.

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Tempo de partilhar histórias, ideias, inquietações e de repartir conhecimento, amor e amizade.

O momento da refeição era o tempo das pessoas. Era a ocasião de, sossegadamente, nos dedicarmos aos outros, aos que nos estavam próximos.

Com o advento do tempo da tecnologia, numa primeira fase com o surgimento da televisão, depois do computador, a seguir da internet e agora os smartphones e as redes sociais, o tempo da refeição deixou de ser de comunhão para ser de isolamento.

Parece um paradoxo: tendo hoje a possibilidade de reduzirmos as distâncias físicas pelas formas de comunicação que estão ao nosso dispor resolvemos ficar mais longe dos que estão perto de nós.

Todavia não podemos aceitar isto como uma fatalidade!

Aproximar os que estão longe é uma dádiva das tecnologias. Afastar os que estão perto pode ser uma calamidade.

Aproveitemos o bom que nos traz e atenuemos os seus efeitos colaterais.

E se o leitor pensa que este é um discurso moralista sobre os outros, peço que cada um se foque por instantes em si mesmo e nos seus hábitos.

Quantos de nós nunca se deixou embebedar pela televisão, ou pelo computador ou pelo telefone à hora das refeições, isolando-nos dos que nos acompanham no repasto?

Estou ciente que os apelos das tecnologias são muitos e difíceis de resistir. Cedemos hoje apenas porque joga o nosso clube ou o CR7. Hoje vamos ver noticiário porque…Só vou passar pelo Facebook…

E dizemos que será uma breve passagem por lá, tudo rapidamente. Mas quando se dá por ela foi tão demorado que se tornou num tempo sem fim!

É urgente silenciar as tecnologias à hora da refeição.

É tempo de reabilitar as refeições como tempo das pessoas, de comunhão e de partilha.

Sou um felizardo, por que cá por casa tentamos e vamos conseguindo que assim seja.

E concluo como comecei: cada vez estamos mais ausentes nos locais onde marcamos presença!

Altos e baixos, pelas terras de Vila Verde

Para cima – Samuel Estrada que assume a presidência do PS, juntando na mesma lista José Morais e Luís Filipe Silva. O tiro de partida para as autárquicas de 2021 foi dado e o PS dá um forte sinal de união.

Para baixo – Circular nas estradas de Vila Verde é uma aventura desesperante. Engarrafamentos enervantes e estradas esburacadas, intransitáveis, que muito penalizam os residentes e os seus veículos.

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