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Educar para a saúde será suficiente?

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A saúde, definida como o estado de completo bem-estar físico, mental e social, é, podemos dizê-lo, uma condição sine qua non para que um ser humano desfrute, de forma mais intensa e plena, do dom da vida.

A velha máxima de uma «mente sã em corpo são» resume aquilo que é, grosso modo, gozar de um estado de completa vitalidade e plena saúde. Somos, em parte, responsáveis pela nossa saúde, uma vez que ela é, também, algumas vezes, o reflexo dos nossos comportamentos e estilos de vida.

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Atendendo a este facto, e porque assistimos a uma marcada prevalência na nossa sociedade de diversas doenças relacionadas com os estilos de vida, como a diabetes, a hipertensão arterial, a doença pulmonar obstrutiva crónica, as doenças cardiovasculares, torna-se premente atuar no campo da promoção de comportamentos e atitudes condizentes com uma vida mais sã.

As doenças crónicas em Portugal acometem 40% da população e consomem 80% dos recursos da saúde. Muitas destas doenças resultam dos nossos comportamentos que urge alterar.

Sou da opinião que a promoção de estilos de vida saudáveis não se faz só através da difusão de uma mensagem com vista à aquisição de competências e conhecimentos por parte dos cidadãos para que possam, à luz de uma melhor literacia em saúde, tomar as melhores decisões e adquirir comportamentos mais saudáveis para a sua saúde. São precisas, também, ações concretas que nos conduzam a ambientes mais saudáveis.

Um bom exemplo foi a Lei n.º 37/2007 que nasceu para proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e que, através da proibição de se fumar em espaços fechados, levou a uma diminuição do consumo de tabaco. Outro bom exemplo foi a introdução da taxa popularmente conhecida como imposto “coca-cola” do qual resultou uma tributação das bebidas não alcoólicas açucaradas.

Normalmente, não sou adepto de “taxas e taxinhas” que se vão disseminando na nossa economia, mas este tipo de medidas, mais do que conduzir a um aumento da receita fiscal, tem um impacto positivo na saúde dos cidadãos, não tanto porque induza a uma alteração do comportamento por parte dos consumidores, mas sim porque incentiva a que a indústria alimentar reformule os seus produtos, esforçando-se por reduzir o seu teor de açúcar de modo a ficar livre dessa tributação.

Também sou a favor de que nas escolas sejam promovidos alimentos saudáveis em detrimento de outros altamente calóricos e ricos em gorduras que não devem estar disponíveis em ambiente escolar.

Na aquisição e assimilação de estilos de vida saudáveis, as instituições de ensino, os professores e outros agentes educativos podem e devem desempenhar um importante papel na promoção da saúde e no desenvolvimento da literacia em saúde de todos nós mas, para além de educar para a saúde, às escolas compete, também, promover ambientes e contextos saudáveis.

Em matéria de promoção da saúde é no contexto escolar que se deve começar.

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