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Eixo Atlântico aposta na cooperação institucional e ligação à sociedade com vista à recuperação pós-pandemia

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Mais colaboração regional e institucional entre os poderes públicos e maior ligação aos agentes da sociedade civil. Este foi um dos motes resultantes da conferência que juntou, esta quinta-feira, em Pontevedra, na Galiza, um grupo de especialistas e autarcas de 31 municípios da associação transfronteiriça do Eixo Atlântico, para debaterem a recuperação económica e social em toda a Euro-região no pós-pandemia Covid-19.

Com o objectivo de «discutir estratégias, tendo em conta os interesses da Euro-região do Norte de Portugal e da Galiza», neste encontro foram debatidas as políticas a desenvolver, no quadro do processo de reconstrução para superar a crise causada pela pandemia, bem como para fortalecer a resiliência das cidades para prevenir os efeitos de futuras crises que possam ocorrer.

«Neste encontro ficou bem patente a importância da colaboração e partilha de responsabilidades entre poderes públicos a nível local, de cooperação institucional e de envolvimento de todos os agentes da nossa sociedade para podermos potenciar modelos de desenvolvimento mais sustentados, assentes na inovação e, ao mesmo tempo, de envolvimento e de abertura à participação dos cidadãos», referiu Ricardo Rio, presidente do Eixo Atlântico e da Câmara Municipal de Braga.

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Durante a conferência, foram abordados os desafios com que as autarquias se deparam para lá das dificuldades que a pandemia vai colocando. «Há hoje um conjunto de desafios que temos pela frente e que muitas vezes não são legitimadas pela população porque não respondem a uma necessidade sentida pelos cidadãos e isso leva-nos a ter que partilhar responsabilidades e a envolver toda a sociedade civil na formatação dessas opções», começou por explicar Ricardo Rio, sublinhando que «existe uma necessidade de optimizar a gestão de recursos ao criar condições e dar espaço para que apareçam outros agentes que não as autarquias a apresentarem soluções», que correspondam às necessidades dos territórios e dos cidadãos. 

“Se existir essa colaboração haverá uma maior capacitação da administração pública», defendeu o presidente do Eixo Atlântico.

«É PRECISO APOSTAR EM DIFERENTES FORMAS DE CRIAÇÃO DE NOVAS POLÍTICAS URBANAS»

Com os olhos postos no futuro, Ricardo Rio lembrou que mais dos que os investimentos, «é preciso apostar em diferentes formas de criação de novas políticas urbanas que respondam aos desafios actuais de forma a estimular a competitividade e a inovação, criando melhores condições para o desenvolvimento territorial».

O autarca lembrou que, na gestão da pandemia, os municípios têm desempenhado um papel decisivo ao manter os serviços em funcionamento e a garantir os serviços sociais essenciais à população. Um dado que transversal a todos os municípios que compõem a associação transfronteiriça e que deve servir de mote para uma colaboração cada vez mais intensa no pós-pandemia Covid-19.

«Todos nós acreditamos numa Euro-região sem fronteiras, assente num modelo de contínua e intensa colaboração e essa será a melhor maneira de atingirmos dois objectivos que nos são muito caros: aproveitar em pleno todo o nosso potencial e assegurar que não teremos uma Euro-região a diferentes velocidades, sejam elas entre o litoral e o interior ou entre os meios urbanos e os meios rurais, tendo ainda em conta a coesão social», concluiu Ricardo Rio.

Os resultados desta conferência servirão agora de base para um documento que o Eixo Atlântico irá apresentar aos governos de Portugal e Espanha, bem como à Xunta de Galicia, para serem incluídos nas políticas de recuperação, tanto a nível de gestão política como a nível de financiamento. Ao mesmo tempo, servirá de guia para matérias da competência dos municípios para serem delineadas soluções conjuntas e complementares, evitando a dispersão, a duplicação, promovendo a cooperação.

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