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Empresas da CIM Cávado recebem apoio à produção nacional de quatro milhões

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A cerimónia de arranque do Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN), enquanto segunda fase do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego, arrancou esta segunda-feira com a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Braga e da CIM Cávado, Ricardo Rio, salientou a importância deste instrumento de apoio directo ao investimento empresarial e produtivo, a fundo perdido.

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“São cerca de 4 milhões de euros para apoio de micro e pequenas empresas, com discriminação positiva para investimentos localizados nos nossos territórios de baixa densidade, como Terras de Bouro, Vila Verde e Amares”, disse.

Ricardo Rio deu conta de uma “forte procura” a este programa, referindo que para uma dotação FEDER de 4 milhões foram submetidas candidaturas para cerca de 13 milhões de euros, o que representa uma procura de 300% para a dotação existente.

“Com 160 candidaturas apresentadas, vamos conseguir apoiar apenas 49 projectos num investimento total superior a 9 milhões de euros. Ficaram aprovadas, mas sem dotação, 80 candidaturas que necessitariam de 5,6 milhões de euros”, explicou Ricardo Rio, defendendo, por isso, o reforço da dotação deste programa para a NUTS III.

As candidaturas aprovadas provêm do sector da indústria têxtil e do vestuário, mas também de outros sectores como a metalomecânica, mobiliário, entre outros.

Ricardo Rio aproveitou a presença de Ana Abrunhosa para alertar para a necessidade de mais apoios para as micro e pequenas empresas.

“No Portugal 2030 que agora arranca, a CIM Cávado gostaria de ver a continuação deste tipo de programas de apoio intermunicipal às micro e pequenas empresas, mas com a certeza de termos aprendido com o passado. É necessária uma maior flexibilidade ao nível da gestão, da definição da dotação e dos sectores económicos a apoiar em cada momento”, referiu.

O programa, a segunda fase do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego, pretende estimular a indústria, a produção nacional e a redução da dependência face ao exterior.

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