Gil Albuquerque passa os dias a cuidar de quem mais precisa, mas enfrenta agora a sua própria batalha. O enfermeiro, de 43 anos e natural de Mangualde, está a necessitar urgentemente de um dador de medula óssea compatível.
Profissional da UCC Viseu, Gil Albuquerque tem dedicado a sua carreira ao cuidado de doentes e à prestação de cuidados de saúde na comunidade. No entanto, enfrenta atualmente uma doença hematológica que exige um transplante de medula óssea, sendo a compatibilidade entre dador e recetor um fator determinante e, muitas vezes, difícil de encontrar.
Perante a ausência, até ao momento, de um dador compatível, colegas, amigos e várias instituições têm-se mobilizado para divulgar o apelo à solidariedade. Entre as entidades envolvidas estão a Ordem dos Enfermeiros – Secção Regional do Centro, o Centro Médico e de Reabilitação Oral de Mangualde (CMROM) e o Instituto Politécnico de Viseu, que têm amplificado a mensagem através das redes sociais.
Apesar da doença, o enfermeiro mantém-se ativo profissionalmente. Segundo informação divulgada pela SIC Notícias, no passado domingo esteve toda a noite ao serviço do INEM, refletindo o compromisso que tem demonstrado ao longo da sua carreira, incluindo durante a pandemia, período em que integrou equipas no maior centro de vacinação da região de Viseu.
Os especialistas sublinham que, no caso de doenças hematológicas, a probabilidade de encontrar um dador compatível é reduzida, tornando essencial o aumento do número de pessoas inscritas nos registos nacionais de dadores. Em Portugal, o registo é gerido pelo IPST.
Para se tornar dador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos, ser saudável e pesar mais de 50 quilos, realizando o registo junto das entidades competentes. A campanha em torno de Gil Albuquerque tem sido acompanhada pela mensagem “Uma medula para salvar uma vida”, que procura sensibilizar a população para a importância deste gesto solidário.
O apelo continua a circular, numa tentativa de encontrar um dador compatível que possa fazer a diferença na vida do enfermeiro que, agora, se encontra do outro lado da linha de cuidados.



