O Salário Mínimo Interprofissional (SMI) em Espanha vai subir 3,1% face a 2025, passando para 1.221 euros brutos mensais, com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026. O acordo foi assinado com os sindicatos, sem o apoio das associações patronais.
O Governo espanhol formalizou esta segunda-feira um acordo com os sindicatos para aumentar o Salário Mínimo Interprofissional (SMI) para 1.221 euros brutos mensais. A atualização representa uma subida de 3,1% em relação ao valor em vigor em 2025 e terá efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026.
A cerimónia de assinatura decorreu na sede do Ministério do Trabalho e contou, desta vez, com a presença do primeiro-ministro Pedro Sánchez, num gesto interpretado como politicamente significativo.
Contudo, o acordo não reuniu consenso entre todas as partes. As associações patronais optaram por não subscrever o entendimento. “A associação patronal decidiu não participar. Foram eles que decidiram retirar-se deste acordo”, afirmou o chefe do Governo espanhol. “O que é inaceitável é que, num contexto de prosperidade económica, os salários de quem recebe o salário mínimo estejam a ser questionados enquanto os lucros chegam a milhões”, acrescentou.
Pedro Sánchez defendeu que o crescimento económico deve refletir-se também nos rendimentos dos trabalhadores. “Quando é hora de apertar os cintos, todos apertamos, e quando é hora de partilhar, todos partilhamos. Que ninguém nos diga que não podemos aumentar os salários quando os lucros estão a crescer”, declarou. O primeiro-ministro sublinhou ainda que o Governo está a atuar “com o que está ao seu alcance: o salário mínimo e os salários do setor público”, apelando às entidades patronais para que façam a sua parte através da atualização salarial nos setores privados.
De acordo com o texto do acordo agora assinado, o novo valor do SMI continuará isento de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, mantendo-se a política fiscal aplicada aos trabalhadores que recebem o salário mínimo em Espanha.
A medida integra a estratégia do executivo espanhol para reforçar o poder de compra dos trabalhadores com menores rendimentos e reduzir as desigualdades salariais, num contexto de crescimento económico e inflação ainda elevada em vários setores.
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