Viana do Castelo está a acolher o encontro internacional OLAMUR, que reúne especialistas, investigadores e parceiros institucionais de oito países europeus para debater os desafios e oportunidades da economia do mar.
O Olamur Consortium Meeting integra um conjunto de reuniões técnicas, visitas de campo e sessões de trabalho com parceiros e stakeholders. Antes da sessão organizada em Viana do Castelo, os participantes realizaram visitas técnicas à empresa de energia eólica offshore Ocean Winds e a projetos de aquacultura na cidade de Vigo.
Na sessão de boas-vindas, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou a relevância deste tipo de iniciativas para responder aos desafios da economia azul e reforçar o posicionamento do concelho no contexto regional e nacional.
“São plataformas como esta, com parceiros externos, que trazem confiança à governança, nomeadamente em momentos de incerteza como o atual, pois permitem obter informação de quem está mais avançado nestas áreas e encontrar soluções”, afirmou o autarca.
O projeto OLAMUR — sigla para Aquicultura de Baixas Bacias Tróficas em Offshore em Cenários de Uso Múltiplo — é financiado pela União Europeia e tem a duração de quatro anos, integrando a iniciativa Mission Ocean Lighthouse, que pretende restaurar e proteger os oceanos até 2030.
A iniciativa visa promover uma economia azul circular e neutra em carbono, em linha com a Lei Europeia do Clima e a Estratégia Europeia para uma Economia Azul Sustentável. Entre os principais objetivos está a melhoria da utilização do espaço marítimo através da cooperação entre diferentes setores, incluindo energia, aquacultura e tecnologia.
O consórcio é coordenado pelo Havforskningsinstituttet e integra 25 parceiros de oito países europeus — Alemanha, Noruega, Dinamarca, Estónia, Itália, Lituânia, Bélgica e Suécia — entre pequenas e médias empresas, universidades, institutos de investigação, organizações não governamentais e parceiros industriais.
No âmbito desta iniciativa, Viana do Castelo participa como região associada através do projeto LowAWind, que avalia a possibilidade de combinar aquacultura de baixo nível trófico com energia eólica offshore flutuante na costa noroeste de Portugal.
O estudo utiliza como referência o parque eólico WindFloat Atlantic e pretende analisar condições técnicas, regulamentares, económicas e ambientais para o desenvolvimento de sistemas marítimos multiusos.
Entre as prioridades do projeto estão também a avaliação da viabilidade comercial da aquacultura sustentável na região, o envolvimento das comunidades locais e das empresas da cadeia de abastecimento e a elaboração de um roteiro estratégico para futuras atividades conjuntas de aquacultura e energia eólica offshore.
Os responsáveis consideram que iniciativas deste tipo podem reforçar o papel de Viana do Castelo como polo emergente da economia azul em Portugal, promovendo inovação, sustentabilidade e cooperação internacional no setor marítimo.
















