A Arte do Junco de Forjães é uma das finalistas da edição de 2025 do Prémio Nacional do Artesanato, na categoria Prémio Promoção para Entidades Públicas, uma distinção promovida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito do Programa de Promoção das Artes e Ofícios.
Este prémio visa valorizar e promover a produção artesanal portuguesa, tanto na sua vertente tradicional como contemporânea, distinguindo projetos, percursos e iniciativas que se destacam no panorama nacional do artesanato. O Prémio Nacional do Artesanato integra seis categorias, entre as quais o Grande Prémio Carreira, o Prémio Investigação e os prémios de promoção dirigidos a entidades públicas e privadas.
A votação pública teve início no passado 19 de dezembro de 2025 e decorre até às 18h00 do dia 11 de janeiro de 2026. Durante este período, o público pode votar online nas candidaturas finalistas, sendo possível escolher uma candidatura por categoria, através da plataforma Votação PNA 2025, promovendo a participação ativa dos cidadãos na atribuição de um dos mais relevantes reconhecimentos nacionais no setor do artesanato.
Os tapetes e cestas de junco de Forjães representam um testemunho vivo de uma arte ancestral, transmitida de geração em geração no seio das famílias locais. Tradicionalmente desenvolvida como atividade familiar e complementar às ocupações profissionais, esta arte ganhou particular notoriedade em meados do século XX, altura em que as cestas de junco projetaram a freguesia de Forjães a nível regional e nacional.
Produzidas de forma totalmente manual e recorrendo a matérias-primas 100% naturais, estas peças integram o património cultural da freguesia e do concelho de Esposende, assumindo ao longo das décadas um papel central no quotidiano da comunidade rural. Hoje, constituem um importante elemento etnográfico, profundamente ligado à identidade da ruralidade portuguesa.
A salvaguarda e valorização desta arte tradicional são consideradas essenciais para garantir a sua continuidade, promovendo benefícios sociais, culturais e económicos para a comunidade local. A preservação do trabalho do junco concilia os valores do passado com os desafios do presente e as perspetivas de futuro, afirmando-se como um fator relevante para o desenvolvimento sustentável do território.
Os resultados finais e a cerimónia de entrega dos prémios serão anunciados pelo IEFP em data e local a divulgar oportunamente.




