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Esposende mostra naufrágio quinhentista de Belinho em workshop internacional de arqueologia fluvial

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O Serviço de Património Cultural da Câmara de Esposende apresentou oficialmente o projecto de arqueologia subaquática que investiga o naufrágio quinhentista de Belinho e a Carta Arqueológica Subaquática do mar esposendense no workshop internacional ‘Arqueologia Fluvial: estudos, metodologias e boas práticas na produção de conhecimento’, que decorreu esta semana em Alcácer do Sal, anunciou a autarquia.

Contando com um painel de investigadores e cientistas nacionais e estrangeiros com experiência na área da arqueologia fluvial, o projecto de investigação ‘Um Mergulho na História’ sobre o naufrágio quinhentista de Belinho 1, financiado pelo Orçamento Participativo de Portugal, foi um dos exemplos referenciados na apresentação da área das tecnologias aplicadas à arqueologia subaquática.

Neste âmbito destaca-se que, em 2020, realizou-se a missão ‘Visual Inspections of Submerged Environments with Archaeological Potential’ na zona da Barca do Lago. O objectivo dessa missão foi identificar e registar eventuais materiais antrópicos existentes neste icónico e importante local. Esta foi uma acção integrada no projecto de Arqueologia Subaquática que o Serviço de Património Cultural está a desenvolver, tendo o Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto como um dos parceiros.

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Importa realçar que, até finais do século XIX – inícios do século XX, a Barca do Lago era um importante local de travessia do rio Cávado. Esta prática remontará ao período pré-romano quando, ao chegar ao rio, pessoas e bens o transpunham na base do Castro do Outeiro dos Picoutos, situado na margem de Fonte Boa.

Na Época Romana, a ambas as margens convergia a ‘Via Veteris’, uma das inúmeras estradas que vincou as paisagens do Império Romano. 

Posteriormente, entre o Período Medieval e a Época Contemporânea, a famosa ‘Barca por Deus’ ou ‘Barca Grande de Carga da Passagem da Barca do Lago’ também auxiliou os peregrinos do Caminho de Santiago.

Actualmente designada como ‘Estrada Real’, decalca o antigo traçado da via romana, dirigindo-se para a base da arriba que se estende, com algumas interrupções, até à foz do rio Minho. A construção da Ponte D. Luís Filipe, em 1892, concorreu para que a travessia fluvial fosse mais segura, abandonando-se paulatinamente a travessia com embarcações e ditando a gradual perda de protagonismo desta prática.

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