Os Estados Unidos lançaram, na noite desta quarta-feira, uma série de ataques contra o Irão, num novo episódio de forte escalada de tensão no Médio Oriente, confirmou uma fonte oficial norte-americana ao jornal digital Axios. A operação foi posteriormente confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA.
Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central refere que a ação teve como alvo “múltiplas infraestruturas críticas” no Irão, sublinhando que os ataques surgem em resposta à “agressão contínua e injustificada de Teerão”.
O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, confirmou igualmente a operação, acrescentando que os ataques foram conduzidos por ordem direta do Presidente dos Estados Unidos. Segundo o responsável, Washington terá dado ao Irão “a oportunidade” de alcançar um acordo diplomático, acusando Teerão de não ter respondido às exigências.
“Vamos atacá-los com força, nos nossos termos”, declarou Hegseth, numa mensagem que acentua a escalada retórica entre os dois países.
De acordo com várias agências internacionais, incluindo a Reuters, registaram-se explosões em diferentes pontos do território iraniano, entre os quais Teerão, a capital. A agência estatal iraniana IRNA reporta igualmente explosões nas ilhas de Qeshm e Hengam, alegadamente causadas por mísseis.
Esta vaga de ataques surge horas depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado publicamente o Irão com uma resposta militar caso não fosse alcançado um acordo, afirmando que as forças norte-americanas iriam “atacar com força” se Teerão não recuasse.
Durante a manhã de quarta-feira, Trump já tinha recorrido às redes sociais para endurecer o discurso, afirmando que o Irão teria “demorado demasiado tempo” a negociar e que agora “terá de pagar o preço”.
A operação militar ocorre num contexto de crescente instabilidade na região, marcada por sucessivas trocas de acusações e episódios de violência, incluindo a recente escalada após o abate de um helicóptero norte-americano junto ao estreito de Ormuz, que Washington classificou como um ato de “legítima defesa”.
[email protected] / Foto: Arquivo



