«A nossa diáspora é uma verdadeira mais-valia. Onde estamos, contribuímos para a criação de riqueza no país de acolhimento e continuamos a ser embaixadores de Portugal». A palavras são do Ministro da Agricultura, Florestas e Mar, o vilaverdense José Manuel Fernandes, que representou o governo no 1.º Congresso das Associações Portuguesas no Reino Unido, uma iniciativa promovida pelo jornal ‘As Notícias’, um evento que teve o apoio da DGACCP – Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas.
José Manuel Fernandes sublinhou a importância estratégica da diáspora e do movimento associativo português espalhado pelo mundo.
No seu discurso, valorizou o papel do associativismo «como espaço de partilha, união e participação cívica», sublinhando que o sucesso deste primeiro congresso se medirá pela capacidade de «registar as associações existentes, multiplicar encontros, aprofundar redes e reforçar a cooperação entre associações».
O ministro assinalou que as coletividades são «fundamentais para o envolvimento dos jovens, para o encontro entre gerações». E desafiou a que as associações «assumam uma vertente social para o apoio a portugueses que estejam em dificuldade, para o combate à solidão, especialmente entre os mais idosos, e para a consolidação de redes de solidariedade social na diáspora».
José Manuel Fernandes salientou ainda o «papel central» das associações «na preservação das raízes culturais e do património imaterial português, incluindo ranchos folclóricos, música tradicional e expressões culturais ligadas às terras de origem».
Ao mesmo tempo, reforçou a importância da língua portuguesa «como ativo estratégico global», lembrando o trabalho em curso na valorização da carreira docente e no reforço do ensino de português no estrangeiro.«A língua portuguesa é uma mais-valia à escala global, também do ponto de vista da empregabilidade. Nem sempre temos plena consciência da força da nossa língua e das oportunidades que ela abre», referiu.
PROGRAMA ‘VOLTAR’
No congresso, José Manuel Fernandes apresentou ainda linhas gerais de um novo programa governamental Voltar orientado para incentivar o regresso portugueses emigrados e de criar, pela primeira vez, uma resposta específica para reformados que queiram voltar a Portugal. O Voltar inclui as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
O Ministro lançou ainda um desafio concreto às associações presentes: «divulgar a excelência dos produtos portugueses e da gastronomia nacional, reforçar a promoção de produtos como os vinhos portugueses, nomeadamente o Vinho do Porto, entre as comunidades e nos países de acolhimento».







































































