Eva Cruzeiro, deputada socialista saúda o pedido de Aguiar Branco à Comissão da Transparência e Estatuto dos Deputados para a abertura de um inquérito ao deputado do Chega, Filipe Melo.
O deputado é acusado pela socialista de lhe ter gritado palavras racistas e xenófobas durante uma sessão, na Assembleia da República.
Eva Cruzeiro defende, no entanto, que o presidente da Assembleia da República devia ter tomado posição no caso em vez de se limitar a solicitar um inquérito à comissão.
Em declarações à Antena 1, a deputada socialista insiste que o caso é grave e lamenta que Aguiar-Branco não deve ter dúvidas em condenar as palavras do deputado do Chega.
«O procedimento a ter é este era passar para a Comissão da Transparência. Eu Acredito, tendo em conta a gravidade do que aconteceu. Poderia ter havido também um posicionamento público da parte de Aguiar-Branco, visto que aconteceu no Parlamento, visto que ele é o Presidente da Assembleia», disse a deputado socialista.
Em causa, um incidente ocorrido a 29 de outubro, na Assembleia da República, com o deputado do Chega a proferir palavras consideradas racistas e xenófobas pela deputada do PS que acusa Filipe Melo de lhe ter dirigido a frase «vai para a tua terra».
Ontem, numa resposta a um pedido de Eva Cruzeiro, o presidente da Assembleia da República divulgou um despacho em que pede à Comissão da Transparência um inquérito ao caso, tendo em conta eventuais «irregularidades graves praticadas com violação dos deveres dos deputados, por parte do deputado Filipe Melo».
Eva Cruzeiro diz que o caso não pode ser apenas mais um e que as consequências são para milhares de pessoas em todo o país.
FILIPE MELO REAGE
Nas redes sociais, Filipe Melo reage ao despacho do Presidente da Assembleia da República, dizendo que está «disponível para responder a tudo o que for preciso». Porém, estranha que Aguiar Branco tenha referido que «não se pode confundir liberdade de expressão com falta de respeito. Eu relembro que quem começou com faltas de respeito foi a deputada do Partido Socialista». Lembra mesmo que «a senhora deputada desejou a morte de ucranianos nas suas músicas».
Quanto ao caso em si, reitera que «não tolerarei insultos para mim, para os meus colegas e para o meu partido. Defender-me-ei sempre e de qualquer forma».
Termina com o recado à comunicação social: «seja séria, isenta e façam jornalismo com verdade, pois não é assim que nos vão derrubar».



