A tensão no Médio Oriente voltou a intensificar-se esta quinta-feira, após várias explosões terem sido registadas em diferentes pontos do sul do Irão, alimentando os receios de uma nova escalada militar na região.
De acordo com a agência noticiosa iraniana Mehr, foram ouvidas pelo menos três explosões na região de Konarak, no sudoeste do país, tendo sido igualmente reportadas novas detonações na província de Bushehr, incluindo na cidade de Choghadak. Até ao momento, as autoridades iranianas não divulgaram informações sobre vítimas ou sobre a origem das explosões.
O agravamento da situação surge um dia depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que o acordo de cessar-fogo com o Irão “acabou”, deixando em aberto a possibilidade de novos confrontos entre as partes.
Também esta quinta-feira, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), general Eyal Zamir, declarou que a guerra com o Irão “ainda não terminou” e revelou que o exército israelita está a preparar novas operações militares.
Durante uma cerimónia de graduação de pilotos, Zamir afirmou que existem “novos planos” em desenvolvimento e garantiu que centenas de aeronaves israelitas permaneceram em estado de prontidão nas últimas semanas para responder a qualquer evolução do conflito.
Na mesma cerimónia, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou que Israel manterá a presença militar na zona de segurança do sul do Líbano “durante o tempo que for necessário”, com o objetivo de garantir a proteção das comunidades do norte do país.
As declarações contrastam com a posição manifestada na véspera por Donald Trump, que afirmou acreditar que Netanyahu pretendia retirar as tropas israelitas daquela região.
O novo ciclo de violência aumenta a instabilidade no Médio Oriente e reforça a preocupação da comunidade internacional quanto ao risco de um alargamento do conflito, numa altura em que os esforços diplomáticos para restaurar um cessar-fogo continuam sem resultados concretos.



