OPINIÃO

OPINIÃO -

Fátima, sempre foi, já é e será sempre mais (82). A Imagem Peregrina por terras de França           

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Por Salvador de Sousa

França também é um país com fortes raízes da devoção a Nossa Senhora, fácil de comprovar pelos templos dedicados à Mãe de Deus, construídos ao longo dos séculos e pelo título de Nação «Filha primogénita da Igreja». Desde Reims, seu batismo, até Lurdes, França tem uma história com uma forte entrega à Virgem Santíssima que remonta aos Druidas, pagãos das Gálias, pessoas influentes da época, que construíram templos e altares dedicados à futura Mãe de Deus, confiantes numa Virgem que ia dar à luz “Virgini Pariturae”, até às grandes catedrais de Notre-Dame de Reims, sendo escolhida para a celebração da coroação dos reis franceses. Outras famosas catedrais, ainda mais antigas, foram consagradas a Nossa Senhora como, por exemplo, Notre-Dame de Paris (1163-1345), rodeada pelas águas do rio Sena; Notre Dame de Puy; Notre-Dame de Metz, de Strasbourg, de Bologne, de Chartres e muitas outras construções marianas que demonstram a devoção da França à Virgem Senhora.

Grandes e muito piedosas romagens «Grand Retour», ao longo dos tempos, têm sido realizadas com a Imagem de Notre-Dame de Bologne pelas várias regiões francesas, não sendo, por isso, estranho que a autoridade eclesiástica local pusesse uma certa reserva à “ideia da peregrinação de Nossa Senhora de Fátima ainda ali pouco conhecida.” Apesar de tudo isso, a Imagem Peregrina de Fátima é acolhida, com muito fervor e entusiasmo, pelo povo em massa que arrastou de imediato o clero, mormente os Prelados entusiasmados com os prodígios e maravilhas presenciadas.

Em determinada altura da peregrinação a Imagem de Fátima foi levada a um hospital em Labenne onde se encontrava uma jovem jocista (juventude operária católica), surda e muda, “vítima de meningite tuberculosa e peritonite”, moribunda, que ao ver a Imagem, fixa-lhe o olhar, e, numa ação prodigiosa, diz-Lhe: «Ó Mãezinha, estás aí? Vieste-me ver?! Como és bela! Estou tão contente! Tu és tão boa, Mãezinha, curas todos os doentes…Bem sabes que nâo posso dizer-Te tudo quanto desejo, mas…concede-me a graça de sofrer pela conversão dos pecadores.» Reza com muita dificuldade a Ave-Maria, mas, vendo a Virgem Peregrina de Fátima a afastar-se, senta-se na cama e despede-se: «Mãezinha, vais-Te embora? Em breve, estarei no céu junto de Ti e trabalharemos juntas pela conversão dos pecadores.»

Em Lurdes, Nossa Senhora apareceu, deixando uma mensagem ao mundo materialista do século XIX como que a provar o infindável poder do sobrenatural, numa altura em que a ciência se estava a tornar a soberana do mundo e os profetas ocasionais difundiam a queda absoluta de tudo o que fosse sobrenatural. Em Fátima, no século XX, a Virgem Santíssima traz uma mensagem de ternura, de amor, de salvação, de paz, de conversão. Um aviso e uma solução a uma parte da humanidade esquecida das coisas de Deus, levada pela ofuscação da fé, do anticlericalismo crescente, recordando a força da Oração e da Penitência como remédio para se poder combater esse turbilhão social.

Quando a Imagem Peregrina entrou em Lurdes, foi recebida por uma multidão que dava as boas-vindas à Mãe, Senhora de Fátima, estando, por acaso, uma peregrinação de portugueses que vinha de Roma para assistir à canonização do Mártir S. João de Brito pelo Papa Pio XII, em 22 de junho de 1947, saudando, naquele lugar mariano, a Senhora da Cova da Iria.

Ao percorrer várias aldeias, numa delas vivia o General Leclerc, herói da guerra mundial, deixando um cartão aos pés de Maria Santíssima que dizia: «O General Leclerc compromete-se a rezar o terço todos os dias.» Vários casos milagrosos aconteceram neste périplo da Imagem de Fátima, sobretudo conversões e curas. Vou terminar com este exemplo: «Padre, ouça-me, por favor. Sou um infeliz. Lutei na guerra de 1914… Alistei-me no exército de África em 1926. Tomei parte de renhidos combates…Regressei novamente a França para tomar parte na guerra mundial. Matei, roubei, blasfemei e… do resto nem é bom falar. Na minha vida nunca fiz o bem! Sou um desgraçado, um grande criminoso!» Encontrando-se num café e, ao passar a Virgem de Fátima, fez questão de segui-La até à Igreja, ficando ali longas horas a rezar. Abeirou-se do sacerdote, dizendo-lhe: Nossa Senhora converteu-me. Foi ouvido em confissão e, logo a seguir, aquele velho soldado recebia a sagrada Comunhão “com o coração cheio de alegria sob o olhar carinhoso da Imagem de Maria.”

Principal fonte destas crónicas: “Fátima Altar do Mundo”, 3 volumes, sob a direção literária do Dr. João Ameal da Academia Portuguesa da História…

PUBLICIDADE

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE

Acesso exclusivo por
um preço único

Assine por apenas
3€ / mês

* Acesso a notícias premium e jornal digital por apenas 36€ / ano.