A 12.ª edição do Festival Internacional de Órgão de Braga vai decorrer entre 07 de fevereiro e 04 de dezembro, com um total de 35 eventos e alguns dos “nomes maiores” a nível nacional e internacional.
O diretor do festival, André Bandeira, disse à Lusa que o destaque vai para os oito concertos que acontecerão entre a segunda quinzena de abril e inícios de maio.
Em termos de nomes nacionais, André Bandeira destacou os organistas João Vaz e Filipe Veríssimo, o agrupamento vocal Misericordiae Ensemble e o agrupamento instrumental Bonne Corde.
A nível internacional, os destaques vão para Arturo Barba (Espanha), Benjamim Righetti (Suíça) e, como “maior nome”, Thomas Ospital, professor do Conservatório Superior de Paris.
Nas primeiras 11 edições, o festival foi concentrado num curto espaço de tempo, mas agora, com André Bandeira pela primeira vez como diretor, as atividades estendem-se ao longo de praticamente todo o ano.
“Um dos grandes objetivos é o diálogo do órgão com outros instrumentos e com outras expressões artísticas, como a literatura, a pintura, a arquitetura e a história da arte”, referiu.
Paralelamente, o festival pretende “levar o público mais jovem junto do órgão”, estando agendada a apresentação de uma fábula em que aquele instrumento será o personagem principal.
Outra das particularidades desta edição tem a ver com os miniconcertos, com duração de cerca de meia hora, sempre aos domingos à tarde.
As igrejas e capelas de Braga com órgãos operacionais serão os palcos principais do festival, que este ano se estenderá ainda ao concelho de Vila Verde, com uma atividade na igreja de Prado.
O festival inclui no programa a apresentação de livros, visitas guiadas a duas capelas e parcerias com os eventos Braga Romana e Festival Utopia, em que o órgão estará sempre presente.
No fundo, segundo André Bandeira, a ideia é democratizar o órgão, fazendo chegar os seus sons a um público crescente.
Em Braga, existem neste momento cerca de 50 órgãos históricos, “uns mais bem aproveitados do que outros”.
Nesta 12.ª edição, o festival pretende afirmar-se como um projeto cultural transversal, descentralizado e aberto a diferentes públicos, propondo, ao longo do ano, uma agenda diversificada que integra concertos e recitais, concertos comentados e momentos de cruzamento com outras áreas artísticas e do conhecimento.
Nos concertos, o órgão será acompanhado nuns casos por orquestra, noutros por coros e noutros por instrumentos históricos de sopro e percussão.








