FOGACHOS DE AFETOS

FOGACHOS DE AFETOS

Aos olhos daquela criança que a vida teima em privar de afetos, na mente daquele sem abrigo que o destino fintou irremediavelmente, no pensamento daqueles Pais que, entre o barulho ensurdecedor das pingas que caiem no soalho, olham a mesa de novo despida de alimento, eis que regressa a duvida, o medo, comum a ambos, em que, ano após ano, não obtêm resposta para a velha pergunta que lhes invade a alma…

– Terminou o Natal, e agora?

Com ele termina também, a avalanche desmesurada de Solidariedade e benfeitoria popular, associativa e empresarial, com interesses diversos, que durante a época Natalícia invade Lares, casas de acolhimento, percorre ruas, distribuindo roupa, brinquedos, sorrisos e palavras de conforto, bens alimentares e esperança ténue de um futuro melhor.

PUBLICIDADE

Somos assim, somos Povo, respondemos a impulsos, superamo-nos a nós próprios mobilizando ondas de solidariedade de forma a ajudarmos aqueles que, sem contar, foram abraçados pelo infortúnio, esquecendo por vezes que uma planta necessita de ser regada regularmente e por largos períodos e não de receber toda a água de uma só vez.

Penso nos olhos daquela criança, por ela e por tudo aquilo que neles se espelham, faço “mea culpa” e tentarei interiorizar, de hoje em diante, a sabedoria popular quando diz “O Natal é sempre que o Homem quiser” evitando reagir impulsivamente, substituindo Fogachos momentâneos, por pequenas chamas que perdurem e iluminem sorrisos durante todo o ano.

Pense nisto…

Aproveito para desejar a todos um ano fértil em novos DESAFIOS, novos PROJETOS, SAÚDE e muito SUCESSO!!!

Feliz 2019