As autoridades francesas anunciaram esta quarta-feira a deteção do primeiro caso de ébola em território nacional. O caso envolve um médico que regressou recentemente de uma missão humanitária na República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta atualmente um surto da doença.
Em comunicado, o Ministério da Saúde francês confirmou a “identificação de um primeiro caso positivo” do vírus, acrescentando que foram imediatamente acionados os protocolos de vigilância e controlo sanitário.
Segundo as autoridades, o profissional de saúde esteve na RDC, onde a epidemia de ébola já provocou mais de mil infeções. O primeiro-ministro francês está a acompanhar a situação “de perto”, de acordo com fontes governamentais.
O mais recente balanço aponta para 1.003 casos de infeção e 254 mortes na República Democrática do Congo, correspondendo a uma taxa de letalidade de 25,3%.
O atual surto foi declarado a 15 de maio e concentra-se sobretudo na província de Ituri, no nordeste do país, uma região marcada por conflitos armados e pela presença de grupos rebeldes. Além de Ituri, as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul também foram afetadas pela propagação do vírus. No total, cerca de 15 milhões de pessoas vivem nas três regiões atingidas.
A doença ultrapassou igualmente as fronteiras congolesas e chegou ao Uganda, país vizinho. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registados 20 casos de infeção e duas mortes. Ainda assim, o Governo ugandês assegurou no início deste mês que a situação se encontrava “sob controlo”.
As autoridades francesas não divulgaram, para já, mais detalhes sobre o estado clínico do médico infetado, nem sobre eventuais medidas adicionais de prevenção.



