REGIÃO

REGIÃO -

«Fumar deixou de estar na moda»

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

José Precioso, professor do Instituto de Educação da Universidade do Minho, sublinhou durante a primeira etapa de uma dupla jornada que decorre na EPATV e que assinala o “Dia Nacional do Não Fumador” que «está nas nossas mãos deixar de fumar. Fumar é como poluir um rio. É fácil poluir, difícil é despoluí-lo».

Acerca dos comportamentos juvenis, José Precioso deixou um alerta: «não tens o direito de pressionar o outro a fazer o que ele não quer. Fumar deixou de estar na moda e vós podeis ser a primeira geração de não fumadores.  Fumar é ser sofisticado/a, ter estilo ou ser charmoso/a. Nada disto é verdade. Se vos pressionarem, tens de aprender a dizer não».

SESSÃO

PUBLICIDADE

A sessão, aberta aos alunos dos primeiros e segundos anos do Curso Técnico Profissional de Estética e de Curso Técnico Profissional Cabeleireiro(a), prossegue esta quarta-feira, com nova sessão em que é oradora a professora Isabel Sousa. Coordenada pelo professor José Barros e pelo Serviço de Psicologia Orientada, com Catarina Pessoa e Joana Gomes, a iniciativa trouxe à EPATV um dos maiores especialistas do não tabagismo, um movimento que quer evitar a morte de cinco milhões de pessoas em cada ano.

«Ninguém nasce fumador» mas aprende-se a fumar com os pais, amigos, no emprego, na escola e por causa da publicidade – lembrou ainda José Precioso.

CONSUMO DE TABACO

O consumo de tabaco é responsável pela morte de «650 mil pessoas na União Europeia, entre os 35 e 69 anos, e por 25 a 30 mil portugueses», algo que transforma o acto de fumar num «problema de saúde publica grave» e a primeira causa de morte evitável nos países ocidentais.

José Precioso lembrou aos jovens que «90% dos cancros de pulmão, 75% de bronquites crónicas e enfisemas, bem como 25% das doenças cardiorespiratórias são devidas ao consumo de tabaco que é também um inimigo do coração».

Esta dependência «prejudica também as mulheres embora estas fumem menos e há menos tempo e causa outro tipo de cancros como nos lábios, bexiga, fígado, pâncreas e esófago».

O tabaco — sendo responsável por 50% dos cancros — degrada também a aparência física, como podem ver através do site www.tobaccobody.fi, convida ao decréscimo de exercício físico e gera impotência sexual nos homens.

Se a dependência é causada pela nicotina, o papel que envolve o cigarro  (alcatrão) é o gerador de maior número de doenças, garantiu José Preciso, que desmentiu outro mito: bastam dois ou três meses para ficarmos dependentes. É como a cafeína (cf. www.tobaccofacts.com).

Em termos de consumo de tabaco, Portugal está a meio da tabela europeia (12 % de jovens com 15 anos fumam um cigarro por semana) mas já estivemos pior (20%), num movimento semelhante ao do álcool. 

«Por isso, fumar é uma moda em extinção», pode ainda ler-se.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS

Acesso exclusivo por
um preço único

Assine por apenas
2€ / mês
* Acesso a notícias premium e jornal digital por apenas 24€ / ano.