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Gorete Pimentel (BE): «É imperioso diminuir a circulação automóvel no centro de Vila Verde»

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O Bloco de Esquerda concorre pela primeira vez às Eleições Autárquicas em Vila Verde, com Gorete Pimentel como protagonista na corrida à Câmara Municipal. A candidatura bloquista considera «urgente» uma reforma estrutural na mobilidade, quer no que toca aos transportes públicos, quer na «necessidade de diminuir o trânsito» no centro de Vila Verde.

Em síntese, de forma resumida, quais são as principais prioridades da candidatura?
Tendo em conta o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vai entrar muito dinheiro para as Câmaras governarem nestes quatro anos. O seu gasto e a sua aplicação devem ser devidamente escrutinados, assim como os acordos com as IPSS, especialmente as Misericórdias. Neste contexto, é necessário e crucial que haja uma administração responsável e muito bem escrutinada na aplicação do dinheiro público. Há 45 anos que os governos deste Concelho, quem sai e quem entra, encontram-se a braços com a justiça e nós queremos acabar com este ciclo de corrupção. Quem me conhece sabe que será esse o meu principal motor de trabalho: acabar com a corrupção em Vila Verde, os compadrios e os favorecimentos em troca de benefícios pessoais.

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Uma reforma estrutural urgente é a da mobilidade, pela necessidade para quem trabalha e necessita de transportes públicos, pela necessidade dos alunos que estudam em Braga, tanto nas escolas secundárias como na universidade ou até nas escolas profissionais, e pela dificuldade de mobilidade física dos mais idosos.

Urge fazer a reestruturação e novos protocolos com os transportes públicos, para que estes sirvam efectivamente a população nos horários adequados e que sirvam para aproximar as pessoas da periferia do Concelho com o centro de Vila Verde e com os Concelhos circundantes. É também imperioso que se diminua a circulação automóvel e se retire o trânsito do centro da vila, pela economia das empresas e pela diminuição da poluição pelas horas de filas de automóveis. É necessário requalificar as estradas circundantes que servem o Pingo Doce, o Lidl e o hospital, se efectivamente não se conseguir construir a variante prometida há 25 anos. Temos igualmente de promover a mobilidade suave, para além das ciclovias.

O que é mesmo imprescindível fazer em Vila Verde no próximo mandato?
Gestão criteriosa e escrutinada do dinheiro do PRR, requalificação da mobilidade automóvel e dos transportes públicos, acabar com o pagamento dos estacionamentos nas zonas do comércio local, trabalhar com os agricultores para uma agricultura sustentável e criar agenda cultural. Há tanta coisa para fazer…

Além do que já referi, defendemos a reestruturação do pagamento dos estacionamentos à superfície, de modo a reabilitar o comércio local, assim como uma promoção séria da agricultura familiar e dos pequenos agricultores. Não é só gastar oito milhões em regadio e não querer saber de mais nada, é necessário criar um local de troca ou venda dos produtos agrícolas dessas produções.

A Câmara deve criar habitações com preços controlados para que as famílias se fixem no Concelho e criar creches e jardins-de-infância com os valores devidamente controlados. É necessário trabalhar o desporto e a cultura, haver programas de agenda cultural, como tem Ponte de Lima, por exemplo, e espaços de prática desportiva gratuita pela saúde da população

Se for eleita, qual será a primeira medida a tomar?
Estabelecer protocolos de colaboração com as Câmaras vizinhas para os transportes públicos, com os taxistas para transportes da periferia do Concelho, retirar o pagamento dos paquímetros para quem faça compras no comércio local e retirar o trânsito do centro de Vila Verde.

Por que devem os vilaverdenses votar em si?
Sou honesta e podem contar com a minha seriedade nas contas – qualquer pessoa que trabalhou comigo até hoje o pode comprovar. Queremos acabar com este ciclo de Presidentes da Câmara que são presos ou acusados na justiça. Defendo os trabalhadores há anos e já ganhei causas no Concelho, no Hospital da Misericórdia. Tenho uma grande força de trabalho e de organização. Desde os 12 anos que trabalho, desde ter sido feirante, a ter trabalhado em fábricas, estudei e formei-me sempre a trabalhar, nunca reprovei um ano lectivo. Tenho uma grande capacidade de trabalho e de resiliência.

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