O Governo aprovou, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a declaração de dia de luto nacional em homenagem ao escritor António Lobo Antunes, que faleceu aos 83 anos. O luto será cumprido no sábado, como forma de reconhecer o legado literário e cultural do autor.
Segundo uma nota do gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o Executivo propôs ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a atribuição do Grande-Colar da Ordem de Camões a Lobo Antunes, proposta que foi prontamente aceite.
Nascido em Lisboa, a 1 de setembro de 1942, António Lobo Antunes licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa em 1969 e especializou-se em Psiquiatria, exercendo posteriormente funções no Hospital Miguel Bombarda. A partir de 1985, dedicou-se exclusivamente à literatura, tornando-se uma das figuras centrais da literatura portuguesa contemporânea.
Numa nota publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou o seu pesar e destacou o escritor como alguém que “poucos representaram tão bem a grandeza literária de um país”, acrescentando que se considera “leitor, admirador e amigo há décadas” de Lobo Antunes.
O Grande-Colar da Ordem de Camões será depositado junto do escritor, numa homenagem póstuma que reconhece a sua contribuição singular para a cultura e a literatura de Portugal.



