O Governo de Portugal e os parceiros sociais voltam a reunir-se esta segunda-feira para discutir as alterações à lei laboral, num encontro que decorre no âmbito da Concertação Social e que surge após a rejeição da proposta governamental pela União Geral de Trabalhadores.
A reunião será presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que volta a sentar à mesa as quatro confederações empresariais e a central sindical, numa tentativa de desbloquear o impasse negocial.
No final de março, o secretariado nacional da UGT votou contra a proposta escrita apresentada pelo executivo, considerando insuficientes as alterações previstas. Ainda assim, a estrutura sindical apelou à continuação das negociações, posição que foi acolhida pelo Governo, que reiterou manter “a porta aberta para completar o processo”.
Do lado patronal, a Confederação Empresarial de Portugal manifestou disponibilidade para prosseguir o diálogo, sublinhando a importância de alcançar um entendimento alargado. Já a Confederação dos Agricultores de Portugal optou por adiar uma posição definitiva para depois da reunião com todos os parceiros.
Por outro lado, a Confederação do Turismo de Portugal mostrou-se crítica quanto ao rumo do processo, afirmando não estar disponível para “processos meramente dilatórios”. Também a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal expressou reservas, questionando a viabilidade de continuar as negociações nos moldes atuais.
A reunião de hoje é vista como um momento decisivo para avaliar a possibilidade de compromisso entre Governo, sindicatos e empregadores, num dossiê considerado central para o mercado de trabalho em Portugal.



