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Greve da função pública fecha escolas e põe transportes urbanos a meio-gás em Braga

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A greve da função pública encerrou, esta sexta-feira, várias escolas do concelho de Braga e a adesão nos Transporte Urbanos rondou os 50%, segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL).

Segundo aquele sindicato, esta sexta-feira de manhã aa Secundárias D. Maria II encerraram Carlos Amarante, as EB 2/3 Maximinos, Frei Caetano Brandão, de Real, Gualtar, Palmeira, Alberto Sampaio e Real, além das do 1.º ciclo de Ortigueira, de Espinho, da Naia, da Sé, Merelim S. Paio, Escolas Básicas de S. Lázaro, Santa Tecla, Lamaçães, Esporões, Dume, e Palmeira, o mesmo acontecendo com o Conservatório de Música Calouste.

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O Conservatório de Música Calouste, enquanto na EB 2/3 André Soares a adesão à greve era 60% e a EB 2/3 do Mosteiro Cávado de 70%.

Ainda de acordo com o STAL, a adesão nos TUB –  Transportes Urbanos de Braga a adesão à greve, até às 11h00, era de 50%, e várias carreiras suprimidas.

“ADESÃO MASSIVA”

A greve de terá encerrado cerca de 95% das escolas e foi provavelmente a greve da administração pública que encerrou mais escolas, afirmou o dirigente da FENPROF, Mário Nogueira, num balanço a meio da manhã desta sexta-feira.

“Pelos menos 95% estão encerradas (..) e é provavelmente a greve que fechou mais escolas no nosso país”, afirmou o dirigente sindical, numa declaração pública sobre os efeitos da paralisação, em Lisboa.

Mário Nogueira adiantou que a participação dos professores no protesto “é elevadíssima”, e que só nos próximos dias serão divulgados dados mais precisos sobre a adesão ao protesto.

Também o coordenador da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, classificou como “um enorme sucesso” a greve desta sexta-feira da função pública, marcada pela estrutura sindical da CGTP, em protesto pelo que os sindicatos consideram um desinvestimento nos serviços públicos.

“Os trabalhadores da Administração Pública hoje, de norte a sul do país, desde a escola aos serviços de finanças e segurança social, prisões (..) há relatos que provam a adesão de muitos e muitos milhares de trabalhadores a esta greve”, afirmou Sebastião Santana.

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, também no mesmo encontro de balanço da greve, reafirmou que o chumbo do Orçamento do Estado (OE) não impede a negociação de melhores condições para os trabalhadores, como combater a precariedade, e disse que o Governo “está em plenas funções” e “pode obviamente tomar um conjunto vastíssimo de decisões” e executar o OE para este ano.

“Esta adesão massiva dos trabalhadores da Administração Pública à greve que a Frente Comum convocou é bem demonstrativa que os trabalhadores não aceitam continuar a ser tratados desta forma, sem haver valorização do seu trabalho e carreiras há uma dezena de anos, o que é inaceitável”, acrescentou a secretária-geral.

Isabel Camarinha disse ainda que esta greve “é um grande sinal”, para o Governo e para o patronato, e lembrou que em 20 de Novembro “todos” os trabalhadores vão estar numa grande manifestação nacional em Lisboa, para pedir respostas aos problemas dos trabalhadores.

REIVINDICAÇÕES

A Frente Comum (CGTP) reivindica aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores e um salário mínimo de 850 euros na administração pública, mas o Governo vai fazer uma actualização salarial de 0,9%.

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (UGT) também tinha marcado uma greve para sexta-feira contra a desvalorização dos salários e carreiras da administração pública, mas desmarcou-a na semana passada, face ao cenário de dissolução da Assembleia da República, por entender que “a mobilização dos trabalhadores deve ser aproveitada para um momento mais adequado”, nomeadamente para a discussão do futuro Orçamento do Estado para 2022, caso não seja melhor do que aquele que foi chumbado.

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