Os trabalhadores da Administração Pública cumprem esta segunda-feira uma greve de 24 horas, com especial impacto esperado nos setores da saúde e da educação, segundo indicou o secretário-geral da Fesinap.
A paralisação teve início à meia-noite e prolonga-se até às 23h59, abrangendo trabalhadores da administração central, regional e local. Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical antecipou uma adesão “forte”, sobretudo entre profissionais ligados aos serviços de saúde e estabelecimentos de ensino.
Apesar disso, são também esperados constrangimentos noutros organismos do Estado, incluindo o Instituto dos Registos e do Notariado, a Direção-Geral da Administração da Justiça, a Agência para a Integração Migrações e Asilo e o Instituto da Segurança Social.
De acordo com o secretário-geral da federação, que representa cerca de nove mil trabalhadores, a greve foi convocada em resposta a vários problemas persistentes na Administração Pública. Entre as principais reivindicações estão os atrasos na avaliação de desempenho, a criação da carreira de técnico auxiliar de ação educativa e o reforço de contratações no setor da saúde.
No que respeita à avaliação de desempenho, a estrutura sindical defende a revisão do SIADAP, considerando o atual modelo “injusto”. Entre as propostas apresentadas está a eliminação do sistema de quotas, à semelhança do que já acontece na Região Autónoma dos Açores.
A revisão do SIADAP integra o acordo plurianual para a valorização dos trabalhadores da Administração Pública, assinado em janeiro entre o Governo, a Fesap e o STE, estando o arranque das negociações previsto para o segundo semestre do ano.
A Fesinap pretende ainda reunir com o Governo para apresentar formalmente as suas propostas e integrar os processos negociais regulares com o executivo.



