A Guardia Civil de Pontevedra anunciou o desmantelamento de um grupo considerado perigoso, suspeito de estar envolvido em vários assaltos violentos a estabelecimentos de restauração na Galiza, nomeadamente em zonas próximas da fronteira com o Alto Minho.
A operação, denominada “Troya”, culminou na detenção de cinco homens, residentes em Vigo, com idades compreendidas entre os 22 e os 51 anos, apontados pelas autoridades como responsáveis por uma série de roubos praticados com recurso a ameaça e violência.
Segundo a Guardia Civil, o grupo “espalhava o medo” entre empresários e trabalhadores do setor da restauração, tendo atuado em localidades como Ponte Caldelas e O Rosal, durante o mês de agosto.
Um dos episódios mais graves terá ocorrido em O Rosal, onde os suspeitos terão exercido violência física sobre uma funcionária e um colega, deixando ambos amarrados pelas mãos e pelos pés durante o assalto.
Os assaltantes terão levado dinheiro existente nas caixas registadoras, bem como valores provenientes de máquinas de jogo e de tabaco, além da viatura de uma das vítimas.
De acordo com as autoridades espanholas, o roubo ocorrido em O Rosal, a 17 de agosto, terá sido o primeiro crime atribuído ao grupo agora desmantelado, que é descrito como tendo um elevado grau de perigosidade devido ao historial criminal dos seus elementos e ao método utilizado nos assaltos.
A investigação desenvolvida pela Guardia Civil permitiu identificar os suspeitos e reunir elementos que levaram às detenções, colocando fim à atividade de um grupo que tinha como alvo principal estabelecimentos comerciais do setor da restauração.
A operação contou com a intervenção da Guardia Civil de Pontevedra, que continua a desenvolver diligências para esclarecer todos os crimes eventualmente relacionados com o grupo.



