O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou que mísseis russos atingiram esta quinta-feira a delegação da União Europeia (UE) em Kiev, na Ucrânia.
António Costa, condenou a ação “deliberada” da Rússia numa “noite de ataques mortíferos” com mísseis russos a serem lançados contra civis e pessoal da delegação da União Europeia (UE) em Kiev, na Ucrânia.
Horrified by yet another night of deadly Russian missile attacks on Ukraine.
My thoughts are with the Ukrainian victims and also with the staff of @EUDelegationUA, whose building was damaged in this deliberate Russian strike.
The EU will not be intimidated. Russia’s aggression… pic.twitter.com/SZNeN31IOo
— António Costa (@eucopresident) August 28, 2025
MAIS MORTES
Um ataque com drones e mísseis russos à capital da Ucrânia matou esta madrugada pelo menos doze pessoas e feriu 24, informaram as autoridades locais.
“É mais um ataque massivo contra as nossas cidades e comunidades. Mais mortes”, escreveu o presidente ucraniano na rede social X, acusando a Rússia de desprezar o processo de paz ao “escolher a opção balística em vez da mesa de negociações” para pôr fim a um conflito que já dura três anos e meio.
Equipas de resgate continuam a retirar pessoas presas sob os escombros e espera-se que os números aumentem.
A Rússia lançou drones, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos, notou Tymur Tkachenko, chefe da administração municipal de Kiev, notando que pelo menos 20 locais em sete áreas de Kiev foram atingidos.
Quase 100 edifícios ficaram danificados, incluindo um centro comercial no centro da cidade, e milhares de janelas partiram-se, acrescentou o responsável.
Um edifício residencial de cinco andares na área de Darnytskyi foi atingido diretamente. “Tudo está destruído”, afirmou Tkachenko.
Trata-se do primeiro grande ataque combinado russo com drones e mísseis a atingir Kiev desde que o Presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu com o homólogo russo, Vladimir Putin, no Alasca, no início deste mês, para discutir o fim da guerra de três anos na Ucrânia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, espera que sanções mais duras dos Estados Unidos prejudiquem a economia russa se Putin não demonstrar seriedade em relação ao fim da guerra.



