O fogo que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se esta sexta-feira “estabilizado” e a população de duas aldeias de Ponte da Barca que foi retirada das casas na última noite, por precaução, já regressou às habitações, de acordo com a Proteção Civil.
Em declarações à agência Lusa, pelas 11h00, o comandante Marco Domingues, do comando sub-regional do Alto Minho, disse que conta ter o incêndio dominado nas próximas horas.
“O nosso primeiro objetivo estratégico da operação é evitar mortes, feridos graves. Segundo objetivo é evitar perdas patrimoniais, sobretudo casas de primeira habitação, e o terceiro objetivo [é] não permitir que o incêndio entre na mata do Cabril. Todos os objetivos foram atingidos com sucesso”, afirmou Marco Domingues.
O responsável no teatro de operações alertou para a necessidade de “não baixar a guarda”, por se tratar de “um incêndio com elevado grau de imprevisibilidade” que já consumiu “mais de sete mil hectares”.
“Os objetivos estão atingidos, mas não invalida que alguma coisa corra menos bem e tenhamos um problema mais sério. A operação ainda não acabou. Temos mais alguns dias de trabalho pela frente, mas não será trabalho de combate direto, mas sim de rescaldo e de consolidação”, advertiu.
Marco Domingues adiantou que o “fumo está muito baixo, o que dificulta a intervenção dos meios aéreos por falta de visibilidade”, mas por outro lado impede que haja “corrente atmosférica eruptiva que alimente o fogo”.
Na quinta-feira à noite, cerca de 60 pessoas das aldeias de Sobredo e Paradela foram retiradas das suas habitações, por razões de segurança, face à proximidade das chamas deste incêndio.
O fogo que deflagrou no sábado à noite no Lindoso, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) “fez 20 feridos ligeiros, entre eles, um civil”.
De acordo com o site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 12h10, o fogo mobilizava 648 operacionais, apoiados por 218 viaturas e seis meios aéreos.



