O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, referiu esta quinta-feira que os prejuízos dos incêndios deste ano são “bastantes superiores” aos do ano passado. O ministro garantiu ainda que o Governo vai ser rápido no pagamento dos apoios.
«Na região Norte, os prejuízos são bastantes superiores aos incêndios de 2024. O número de agricultores abrangidos é muito maior, cerca de 5.000, do que ano passado, que foram 1.000 e tal. O volume envolvido é bastante superior ao do ano passado. Estamos a falar de algumas dezenas de milhões de euros, acima de 30 milhões», disse.
Castro Almeida esteve reunido com cerca de 30 presidentes da Câmara Municipal e assume que ajudou a consolidar algumas ideias.
Por exemplo, sobre o estado de calamidade assume que as opiniões dividem-se: «Há autarcas que são a favor e outros não. A declaração de calamidade tem vantagens e também muitas desvantagens e é preciso ponderar bem. Há municípios que ficariam beneficiados com isso e outros que ficariam prejudicados», disse.
Antes do início do Conselho de Ministros, previsto para as 17:00, os ministros da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, realizaram reuniões separadas com autarcas dos concelhos afetados, em Sernancelhe e Trancoso, respetivamente.
O Conselho de Ministros extraordinário desta quinta-feira, em Viseu, tem como principal objetivo aprovar medidas de apoio às populações afetadas pelos incêndios florestais que desde julho têm assolado o Norte e Centro do país.
Os fogos provocaram três mortos, incluindo um bombeiro, diversos feridos e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, explorações agrícolas e pecuárias, bem como vastas áreas florestais. Até 20 de agosto, arderam mais de 222 mil hectares em Portugal continental, segundo dados provisórios.



