Vivemos um ano atípico no que respeita a altas temperaturas e, por conseguinte, o Município de Vila Verde afetado, com ignições incompreensíveis, a horas noturnas, em locais de risco elevado, causando terror entre populações e imenso trabalho aos nossos Bravos Bombeiros de Vila Verde e de outras associações e agentes de proteção civil, a todos eles o nosso apreço, agradecimento e estima, pois são na sua maioria voluntários que deixam o aconchego das famílias dos amigos, trabalho para com altruísmo e de forma abnegada proteger pessoas, animais e bens. Obrigado!
Assistimos de novo ao flagelo dos incêndios rurais/ florestais, cada vez mais violentos, de combate difícil aos meios humanos e terrestres, fruto de mau uso do fogo de forma negligente, maldade e criminalmente e atrevo-me a dizer para FALTA DE LIMPEZA DE TERRRENOS SEJA PARTICULARES OU DO ESTADO E PELO FRACO ORDENAMENTO FLORESTAL, assim como causador de fenómenos do próprio incêndio, como tornado de lume ou nuvens com efeito cogumelo:
Pirocúmulos – Nuvens Criadas Pelo Próprio Incêndio (Efeito Muito Perigoso)
Em grandes incêndios, o calor intenso pode gerar nuvens de convecção chamadas Pirocúmulos.
Consequências:
- Podem produzir ventos descendentes violentos, raios secos, e até tornados de fogo.
- Estas nuvens agravam a situação e representam risco extremo para os bombeiros.
- Ex: Incêndios Pedrogão, Região de Aveiro e Coimbra já produziram pirocumulonimbus com relâmpagos aumentando a força do fogo, tornando-o incombatível, feroz e rápido e criaram mais ignições.
Ouvimos falar muitas vezes dos incêndios rurais/florestais, houve esta alteração ao modo como falamos na dita época dos incêndios, isto pelo facto de existir muitas vezes um interface rural/florestal ou seja, pequenos aglomerados habitacionais de 1º habitação e dispersos em zonas florestais. Daí assistimos à “invasão” dos incêndios em zonas habitadas.
Existe uma enorme confusão quando se fala em estados de Alerta, seja na comunicação social seja também na comunicação dos autarcas.
Então a diferença entre ALERTA E AVISO É SIMPLES:
- Alerta: apenas para prontidão das forças de proteção civil (bombeiros, Smpc, autoridades policiais de todo tipo, serviços saúde, entre outros com dever de cooperação no âmbito estabelecido pela Lei de Bases da Proteção Civil e pelo SIOPS).
- Aviso: direcionado à população em geral, nomeadamente alertas, recomendações, informações.
Precisamos de medidas locais concretas, meter a mão na massa, sensibilizar comunidades, implementar Unidades Locais de Proteção Civil nas Freguesias, formatar as comunidades para denuncias de falta de limpeza, ajudar quem não consegue efetuar pelos diversos motivos mas, sobretudo, tornar as pessoas com conhecimento e organização no que diz respeito a saber como atuar, estar e obedecer a ordens efetivas pelas entidades competentes. Tudo tem um preço, tudo, a vida humana aos nossos olhos não tem preço mas em boa verdade tem, assim como toda a área afetada a nível de ecossistema, estruturas, populações. Pensemos nisto.
A segurança é de todos e para todos, o dever cívico de denúncia é de TODOS!
Nélson Dias: Estudante Proteção Civil



