A inflação em Portugal acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais face ao mês anterior, de acordo com a estimativa divulgada esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.
Segundo o instituto, a evolução do Índice de Preços no Consumidor foi “quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis”, refletindo o impacto das recentes tensões no Médio Oriente nos mercados energéticos.
Na variação em cadeia, que compara os preços com o mês de fevereiro, o IPC registou um aumento de 2%, evidenciando uma subida significativa no curto prazo.
A escalada dos preços surge num contexto de instabilidade internacional, após os ataques iniciados por Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, que desencadearam perturbações nos mercados globais de energia. Em resposta, o Estreito de Ormuz — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — foi alvo de bloqueio por parte do Irão, afetando cerca de um quinto do fornecimento global.
Neste cenário, o preço do petróleo Brent ultrapassou os 100 dólares por barril, tendo chegado a negociar próximo dos 120 dólares, pressionando os custos energéticos e, consequentemente, os preços ao consumidor.
A evolução da inflação leva várias instituições monetárias a reverem em alta as suas projeções, num contexto em que os custos da energia continuam a ser um dos principais fatores de incerteza económica.



