As forças armadas de Israel confirmaram este domingo o lançamento de vários mísseis por parte do Irão contra território israelita, desencadeando o acionamento de sirenes de alerta em várias regiões do país e elevando o nível de alerta militar.
Num comunicado, o Exército israelita informou ter identificado uma “nova vaga de mísseis” lançada a partir do Irão, garantindo que os sistemas de defesa antiaérea foram ativados para intercetar a ameaça. As autoridades militares indicaram ainda que a Força Aérea está a operar para “intercetar e neutralizar” possíveis novos ataques.
Segundo informação militar, terão sido disparados cerca de dez mísseis balísticos contra o norte de Israel, sendo que as forças israelitas afirmam ter intercetado os projéteis até ao momento. As autoridades apelaram à população para seguir as instruções do Comando da Frente Interna.
Em resposta ao ataque, o governo israelita promete uma reação firme. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que “Teerão deve arder”, defendendo uma resposta dura à ofensiva iraniana.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, deverá reunir-se com a cúpula de segurança do país para avaliar a situação e definir os próximos passos, num contexto em que Israel admite a possibilidade de novas vagas de ataques nas próximas horas.
Teerão confirmou o lançamento dos mísseis através da televisão estatal, justificando a ação com os recentes bombardeamentos israelitas na região do Líbano, onde também o Hezbollah reivindicou ataques contra posições militares no norte de Israel.
A Guarda Revolucionária iraniana advertiu que o país responderá caso Israel amplie as operações militares no Líbano ou retalie contra o território iraniano, enquanto responsáveis militares em Teerão alertam para uma “resposta devastadora” em caso de escalada.
Entretanto, o serviço de emergência israelita Maguén David Adom informou não ter recebido, até ao momento, registo de vítimas ou impactos diretos, embora equipas de socorro estejam a inspecionar várias zonas, incluindo os Montes Golã.
De acordo com a imprensa internacional, o Presidente dos Estados Unidos foi informado da escalada do conflito, num momento em que cresce a preocupação internacional com o risco de alargamento da guerra no Médio Oriente.



