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Irmãos acusados de agredir e ameaçar militares da GNR de Vila Verde começam a ser julgados

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Está marcado para esta quarta-feira o início do julgamento de dois homens, conhecidos em Vila Verde pela alcunha de “Irmãos Peta”, acusados de terem agredido, injuriado e ameaçado dois militares da GNR local.

Actualmente detidos no estabelecimento prisional de Braga, os dois irmãos, de apelido Alves, vão ser julgados no Tribunal Colectivo de Braga: um deles pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada e resistência e coacção sob funcionário, enquanto o outro enfrenta duas acusações de injúria agravada e uma de detenção de arma proibida.

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O episódio deu-se a 3 de Abril de 2020, quando uma patrulha da GNR acorreu ao chamamento de um homem de um prédio da vila que tinha ouvido barulhos na garagem, suspeitando que a tentavam assaltar, algo que até já tinha acontecido a outros vizinhos.

Os GNR nada encontraram no local, mas, quando saíram, viram que um dos irmãos Alves estava à janela do rés-do-chão de um prédio vizinho, observando a “cena”. Aí, o guarda principal interpelou-o, perguntando-lhe o que estava a acontecer na garagem, pois tinham acontecido muitos furtos e «toda a gente» os indiciava como sendo os autores.

INSULTOS E PAULADAS

Acto contínuo, o arguido exaltou-se e gritou: «És um grande filho da p…! Já andei com a tua mulher! Um corno! Vou-te matar!».

De seguida, outro irmão saiu do prédio com um pau de mais de um metro de comprimento na mão e deu duas pauladas no guarda, uma no ombro e outra na mão. Então, o GNR deu-lhe uma bastonada para o deter e evitar mais agressões, tendo o suspeito fugido a correr pela rua Maria do Céu Vilhena da Cunha. Acabou detido pelo militar que foi no seu encalço.

Nessa altura, o outro “irmão Peta” saiu de casa com uma faca de cozinha com 35 centímetros de lâmina e, chegando junto aos dois agentes da autoridade, gritou: «Largai o meu irmão, filhos da p…! Mato-vos, seus cornos, corto-vos aos pedaços!».

Os guardas conseguiram imobilizá-lo. Sentiram-se, no entanto, assustados e vilipendiados na sua honra.

Os arguidos estão presos preventivamente à ordem de outros processos, por crimes semelhantes, o último deles cometido em 2019 em Vila Verde.

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