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Isabel Carvalhais critica “insuficiência” das medidas tomadas pela Comissão Europeia para sector agrícola (c/vídeo)

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Em conferência organizada pelo grupo socialista no Parlamento Europeu, Isabel Estrada Carvalhais alertou para o impacto económico negativo da crise da covid-19 no sector agrícola, nomeadamente “em resultado  do encerramento da restauração, de estabelecimentos de hotelaria, da diminuição das exportações, e até da reserva inicial das pessoas no que diz respeito à compra de alimentos frescos”.

Salientando a resiliência dos agricultores portugueses na actual crise, a eurodeputada portuguesa,  que esteve em directo na página oficial de Facebook do PS na Europa, grupo que integra os deputados socialistas portugueses no Parlamento Europeu (PE), no âmbito da rubrica ‘9 debates, 9 deputados, 9 temas’, criticou a “insuficiência” das medidas tomadas pela Comissão Europeia para o sector agrícola neste contexto de crise.

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“Apesar dos aspectos positivos, a maioria das medidas baseia-se na utilização do que resta dos actuais envelopes financeiros dos programas nacionais”, afirma.

Na perspectiva de Isabel Carvalhais “para países como Portugal, que ostenta uma taxa de compromisso a rondar os 94%, essa não é uma solução suficiente para a dimensão dos problemas que o sector enfrenta”, considerando-a até “penalizadora para os países cumpridores e que não disporão de margem de financiamento para novas respostas à crise.”

JOVENS AGRICULTORES

A eurodeputada referiu ainda que  a reforma da PAC “deverá apresentar oportunidades para atrair os mais jovens para este sector”. Carvalhais considera que a tendência europeia para o envelhecimento do tecido produtivo agrícola poderá ser combatida através de medidas (apoios financeiros, formação, aconselhamento técnico, investigação científica) orientadas para projectos inovadores apresentados por jovens agricultores”.

“Estes jovens poderão trazer consigo a inovação tecnológica e a sustentabilidade ambiental, reforçando a agricultura como actividade económica, e tornando-a mais competitiva”, sustenta.

Salientou ainda a importância de defender a agricultura de pequena dimensão e de natureza familiar, “de grande expressão em Portugal e fundamental para o mundo rural”, destacando a sua importância “no combate à desertificação e despovoamento do interior”.

Considerou ainda que cadeias curtas de abastecimento são importantes para a sustentabilidade do sector, em particular para os pequenos agricultores, apresentando como exemplo as soluções inovadoras que surgiram neste contexto de crise. Mas considera que não se deverá cair numa estratégia de proteccionismo, nem esquecer, por um lado a importância económica das nossas exportações agrícolas, e por outro, o facto de não conseguirmos ser auto- suficientes em tudo, mesmo que se consiga optimizar mais a nossa independência agroalimentar.

EUROPA PRECISA DE “REFLEXÕES PROFUNDAS”

Na sequência de perguntas e respostas que o meio interactivo permitiu, Isabel Estrada Carvalhais deixou algumas reflexões.

A crise revelou dependências em áreas como a energia e a indústria que merecem reflexão “para uma Europa que se pretende afirmar mundialmente como potência geopolítica”, declarou.

A reflexão sobre o projecto europeu como “um projecto apenas válido na solidariedade que for capaz de gerar” tem, na opinião da deputada, “grande urgência” e dá como exemplo a política agrícola comum que “não pode esquecer os mais desfavorecidos, desde os produtores até aos consumidores, assegurando preços justos para todos”.

Destacou ainda a importância de apoiar os agricultores na procura e adopção de modos de produção mais sustentáveis do ponto de vista ambiental e climático, não deixando de assegurar a sua sustentabilidade social e económica.

Nesse sentido, relembrou que a Comissão Europeia irá apresentar este mês a estratégia ‘Farm to Fork’ – do Prado para o Prato – que apresenta como ambição tornar o sistema alimentar europeu num exemplo de sustentabilidade ambiental e que Carvalhais espera seja uma estratégia que assuma também a inclusão social dos agricultores como um pilar essencial da transição para uma agricultura ambientalmente mais sustentável.

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