Duas antigas empregadas do cantor espanhol Julio Iglesias denunciaram na justiça terem sido vítimas de agressões sexuais e tráfico humano por parte do artista, em queixas divulgadas hoje.
As queixas foram apresentadas no Ministério Público e na Audiência Nacional de Espanha, depois de também hoje o jornal espanhol elDiario.es e a estação de televisão norte-americana Univision Noticias terem publicado os testemunhos das alegadas vítimas, no âmbito de uma investigação jornalística de três anos, segundo os dois meios de comunicação social.
As duas mulheres queixam-se de terem sido vítimas de agressões sexuais nas casas que Julio Iglesias tem na República Dominicana e nas Bahamas.
As queixas foram apresentadas na justiça em Espanha com o apoio da organização não-governamental (ONG) internacional Women’s Link Worldwide, segundo o elDiario.es, que teve acesso ao texto das denúncias.
Os alegados crimes ocorreram “entre janeiro e outubro de 2021”, segundo o jornal digital espanhol.
As alegadas vítimas tinham 22 e 28 anos de idade quando começaram a trabalhar nas casas de Julio Iglesias.
As denúncias, citadas pelo elDiario.es, fazem referência a alegados factos que poderiam constituir “tráfico de seres humanos com fins de imposição de trabalho forçado e servidão”, assim como “vários delitos contra a liberdade e a intimidação sexuais tais como assédio sexual e agressão sexual”, a par de lesões e vários crimes contra os direitos dos trabalhadores “pela imposição de condições laborais abusivas”.
Ainda segundo o jornal, as queixas referem Julio Iglesias como autor principal dos alegados crimes, mas com a colaboração de duas empregadas responsáveis pela gestão das duas casas do cantor na República Dominicana e nas Bahamas.



