A proposta, intitulada “Fazer Portugal Maior”, assenta num discurso de continuidade política e de reforço da agenda reformista, com o líder social-democrata a defender a manutenção do diálogo parlamentar com o Partido Socialista (PS) e o Chega, sem estabelecer parceiros preferenciais.
“Nenhum dos dois está excluído desse diálogo, até porque os dois maiores partidos da oposição também não têm excluído dialogar entre si. Essa é, de resto, a mais óbvia demonstração do absurdo que se reveste falar de ‘cercas sanitárias’ no Parlamento português”, afirmou Luís Montenegro, sublinhando que o PSD governa entre “a responsabilidade e o equilíbrio institucional”.
O líder social-democrata e primeiro-ministro defendeu ainda uma linha de atuação baseada na “coragem reformista” e na “ambição responsável”, rejeitando tanto o que classificou como “populismo e imaturidade” como “o imobilismo e a estatização”.
Entre as principais propostas apresentadas na moção estão a continuidade da redução da carga fiscal, com destaque para o IRS Jovem e o IRC, a universalização do acesso à creche e ao ensino pré-escolar, bem como a proibição do acesso de menores de 13 anos a redes sociais.
Luís Montenegro propõe ainda reforçar a autonomia energética do país, com o objetivo de reduzir custos no setor, e prosseguir com a reforma do Estado, incluindo alterações na contratação pública e na legislação laboral, que o PSD considera necessitarem de adaptação aos “novos tempos”.
A recandidatura de Luís Montenegro surge num contexto de estabilidade interna no partido, sendo a quarta moção apresentada pelo atual líder, que procura consolidar um terceiro mandato à frente da direção social-democrata.
O PSD tem eleições internas marcadas para 30 de maio, enquanto o congresso nacional decorrerá nos dias 20 e 21 de junho, em Anadia.



