Mais de 60 bebés nasceram em ambulâncias ao longo de 2025, um número que volta a colocar em evidência as dificuldades sentidas na resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em particular na área da saúde materno-infantil.
Em vários destes casos, os partos ocorreram antes da chegada às unidades hospitalares, muitas vezes devido a problemas de referenciação, encerramentos temporários de serviços de urgência obstétrica e longas distâncias entre o local de residência das grávidas e os hospitais com capacidade de resposta.
Os dados refletem um ano marcado por constrangimentos no SNS, com especial incidência nas urgências de obstetrícia, levando a que várias grávidas fossem encaminhadas para unidades mais distantes ou aguardassem por vaga, aumentando o risco de partos em contexto pré-hospitalar.
Apesar de, na maioria das situações, os partos terem decorrido sem complicações graves graças à intervenção das equipas de emergência, especialistas alertam para os riscos acrescidos associados a nascimentos fora do ambiente hospitalar, tanto para as mães como para os recém-nascidos.
O elevado número de bebés nascidos em ambulâncias reacende o debate sobre a organização da rede de urgências, a necessidade de reforço de meios humanos e a melhoria dos sistemas de referenciação, de forma a garantir um acompanhamento seguro e atempado às grávidas em todo o país.



