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Mais de 75% dos portugueses é a favor do Rendimento Básico Incondicional

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Um estudo da Marktest, realizado a pedido do eurodeputado Francisco Guerreiro (Verdes/Aliança Livre Europeia), revela que 76% dos portugueses é a favor da implementação do Rendimento Básico Incondicional (RBI). Este estudo teve como principal objectivo conhecer a opinião dos portugueses em relação à implementação do RBI em Portugal.

O estudo revela que, analisando mais ao detalhe o elevado índice de receptividade da população portuguesa ao RBI, é possível verificar-se que, de um modo geral, existe um maior interesse pelo tema por parte de indivíduos mais jovens (com idades entre 25 – 44 anos).

O pagamento de necessidades básicas para as quais existem actualmente dificuldades em fazer face e uma maior independência financeira são apontados como os principais benefícios trazidos por esta iniciativa. E 77% dos inquiridos acredita que a crise provocada pela covid-19 veio evidenciar ainda mais a necessidade de se implementar um RBI.

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MAIS RICOS A PAGAR?

O estudo indica ainda que 45% dos inquiridos sugere que o RBI deveria ser financiado por um fundo soberano sem aumento de impostos; mas 31% considera que deveriam ser os 20% mais ricos de Portugal a financiar a medida, através de um aumento de impostos, sem recorrer às verbas do Orçamento do Estado destinadas ao Estado Social. 

Nos indivíduos com um posicionamento político de esquerda as opiniões são mais repartidas (40% e 37%, respectivamente), enquanto que os indivíduos tendencialmente de direita são manifestamente mais adeptos da criação de um fundo soberano, sem aumento de impostos.

Sobre se o financiamento do RBI deveria provir apenas dos cofres nacionais, 45% refere que este deveria ser garantido metade pela União Europeia e a outra metade por Portugal. Por outro lado, 42% afirma que deveria ser a UE a arcar com toda a despesa.

“Além dos benefícios económicos indicados, os portugueses atribuem ao RBI efeitos positivos ao nível da justiça social, concordando largamente que, em comparação ao RSI, o RBI seria mais eficaz quando se está à procura de emprego, pois o RSI pode estimular a permanência no desemprego. A maioria posiciona-se mesmo de forma favorável ao RBI como alternativa ao RSI, pois muitas das pessoas que têm direito a um RSI não o recebem”, refere o estudo.

Dos inquiridos, 59% afirma que, caso recebesse RBI, passaria a comprar mais produtos amigos do ambiente e 28% diz mesmo que passaria a comprar apenas produtos provenientes de agricultura biológica.

“Apesar de existir uma concordância generalizada para a implementação desta medida, os portugueses consideram que a realização de uma experiência piloto seria necessária, quer para possibilitar um amplo debate público nacional, quer para conhecer os efeitos do RBI a nível municipal ou regional, para depois implementá-lo à escala nacional (ambas as opções a registarem um índice de concordância de 68%)”, conclui o estudo da Marktest.

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