Portugal registou, em 2025, uma ligeira recuperação da natalidade, mas insuficiente para inverter a tendência de declínio demográfico. De acordo com as Estatísticas Vitais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, nasceram mais bebés do que no ano anterior, mas o número de mortes voltou a superar largamente os nascimentos, resultando num saldo natural negativo de cerca de 34 mil pessoas.
Segundo os dados oficiais, a natalidade aumentou 3,7% face a 2024, sinalizando uma inversão parcial da tendência descendente dos últimos anos. Ainda assim, este crescimento não foi suficiente para compensar o número de óbitos registados no país.
Outro dos destaques vai para o peso crescente das mães de naturalidade estrangeira, que representaram cerca de um terço do total de nascimentos, refletindo a importância da imigração na dinâmica demográfica nacional.
No que diz respeito à mortalidade infantil, verificou-se uma nova descida em 2025, depois de um aumento registado dois anos antes. Este indicador, considerado um dos mais relevantes na avaliação das condições de saúde e bem-estar de uma população, mantém assim uma trajetória globalmente positiva.
Apesar destes sinais, os dados confirmam que Portugal continua a enfrentar desafios estruturais ao nível demográfico, com o envelhecimento da população e a baixa taxa de fecundidade a manterem o saldo natural em terreno negativo.
Especialistas apontam que, sem políticas eficazes de apoio à natalidade e à fixação de população jovem, esta tendência poderá prolongar-se nos próximos anos, com impacto direto na sustentabilidade económica e social do país.



