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Marcha LGBTQI+ sai às ruas de Braga este sábado contra “invisibilidade e violência”

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O colectivo Braga Fora do Armário (BFA) organiza este sábado, às 16h30, a VI Marcha pelos Direitos LGBTI+ – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e Mais. Subordinada ao lema ‘Cidade do Silêncio: chega de invisibilidades, basta de violências!’, a marcha chama “a atenção contra a atitude silenciadora e invisibilizadora da população LGBTQI+  na cidade de Braga e no país”.

“Marchamos nas ruas porque nelas fomos escorraçados, espancados, presos, julgados, vistos como doentes e executados ao longo de séculos de História. Em ruas de muitos países ainda o somos”, afirma a organização.

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“É perante este silêncio que muitas pessoas LGBTI+ saem das suas cidades, para poderem assumir-se longe dos olhares reprovadores”, referindo que o “suicídio ainda continua a ser muito prevalente entre pessoas LGBTI+ que se sentem isoladas.”

O colectivo luta para que todos possam viver “como são, sem vergonha de amar, desejar e relacionar-se com consentimento”.

“Os direitos são frutos das nossas lutas diárias e da nossa afirmação. Continuaremos a afirmar as nossas identidades, a denunciar publicamente todas as formas de preconceito, a lutar por direitos ainda não conquistados e exigir medidas governamentais para uma maior consciência pública”, conclui.

O desfile começa no Arco da Porta Nova, passa pela Sé Catedral de Braga, Câmara Municipal, Jardim Santa Bárbara, rua do Souto e avenida da Liberdade, terminando o seu percurso na Praça da República (Arcada), onde é lido o manifesto, que apresenta as principais críticas e reivindicações da população LGBTQI+.

O BFA surgiu em 2013, depois da realização da I Marcha pelos Direitos LGBT, que juntou cerca de 300 pessoas. Desde então, afirmam os organizadores, são organizadas “inúmeras actividades” com o “objectivo de debater, desmistificar e esclarecer dúvidas relacionadas com estas minorias, que vivem ainda sob o risco permanente da discriminação, do insulto, da agressão e do ostracismo, quer a nível social e profissional, como também a nível jurídico e religioso”.

com FG (CP 1200)

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