Mariana Leitão acusou o PSD de enviar “sinais perigosos” de aproximação ao Chega. A líder da Iniciativa Liberal falava em Coimbra, na abertura da reunião do Conselho Nacional do partido, onde traçou uma linha firme entre liberais e sociais-democratas.
No discurso, Mariana Leitão afirmou que o PSD está a “ceder à pressão da extrema-direita”, descrevendo o comportamento dos sociais-democratas como uma oscilação constante: “Brincam aos socialistas de manhã e aos populistas à tarde.” A presidente da IL insistiu que os princípios do seu partido são claros e não serão negociados. “Liberdade, responsabilidade e igualdade perante a lei não são negociáveis. Não permitiremos que a liberdade seja refém do populismo, venha de que lado vier.”
Perante militantes e dirigentes, a líder liberal voltou a afastar qualquer hipótese de acordos com partidos que descreve como estando nos extremos do espectro político. “Se Luís Montenegro quer trair o seu próprio ‘não é não’ e os compromissos que assume com os portugueses, pode ter a certeza de que eu não o farei”, afirmou.
A intervenção incluiu também críticas à situação no Serviço Nacional de Saúde. Mariana Leitão dirigiu-se diretamente à ministra Ana Paula Martins, acusando-a de não ter condições para resolver o que considera ser um cenário de “caos instalado”. “A Iniciativa Liberal não quer saber quem é que se senta na cadeira. Quer saber quem tem soluções e coragem para as implementar.”
A reunião do Conselho Nacional decorreu na cidade de Coimbra, numa altura em que o panorama político nacional continua marcado pelas tensões à direita e pelas negociações em torno de futuros entendimentos parlamentares.



