A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional mobilizam 549 militares, dezenas de embarcações e meios aéreos, reforçando o apoio às zonas ribeirinhas afetadas pelas intempéries e pelas cheias.
A Marinha anunciou esta quinta-feira que mantém 47 botes “prontos e posicionados” para prestar apoio imediato à população em zonas ribeirinhas sob risco de cheias, reforçando o dispositivo da Autoridade Marítima Nacional (AMN) diante do agravamento das condições meteorológicas.
Em comunicado conjunto, Marinha e AMN detalharam que o dispositivo envolve 549 militares, incluindo elementos militarizados e da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores, 17 drones e um helicóptero em prontidão. O reforço mais recente ocorreu em Montemor-o-Velho, com a presença de duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC).
O posicionamento estratégico dos botes abrange diversos rios críticos: 16 botes no rio Mondego (Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure), quatro no rio Lis (Leiria), oito no rio Tejo (Tancos), dez no rio Sorraia (Coruche e Benavente), oito no rio Sado (Alcácer do Sal) e um no rio Arade (Portimão).
Até ao momento, as equipas da Marinha e da AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 7.000 quilómetros em operações de reconhecimento e apoio. Entre as ações executadas destacam-se o resgate de 273 pessoas em embarcações, remoção de 400 toneladas de detritos fluviais, monitorização de 210 km de infraestruturas elétricas com drones, reparação e assistência a mais de 240 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, apoio a 170 equipamentos de produção de energia e auxílio a 105 animais.
“Ao longo destes dias, as equipas da Marinha têm desempenhado um papel crucial na recuperação de infraestruturas e sistemas que suportam milhares de habitantes, bem como no transporte diário de pessoas sem meios de deslocação”, sublinharam as Forças Armadas, reforçando a relevância do dispositivo face ao elevado risco de cheias.





