A Marinha Portuguesa mantém um forte dispositivo no terreno para apoiar as populações afetadas pela depressão Kristin, sobretudo na Região Centro, com equipas a operar por via terrestre e fluvial em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Só durante o dia de 2 de fevereiro, os militares prestaram auxílio a 92 pessoas, nomeadamente em trabalhos de reparação de habitações, intervenções elétricas e manutenção de geradores em seis localidades do distrito de Leiria: Leiria, Pé da Serra, Vidigal, Vale do Horto, Reixida e Casal da Ladeira.
No mesmo período, e em coordenação com a ANEPC, a Marinha procedeu à desobstrução de mais de dois quilómetros de estradas e à limpeza de vários troços do rio Liz, contribuindo para a reposição das condições de circulação e segurança das populações.
Face às previsões meteorológicas adversas para os próximos dias, encontram-se 31 botes operacionais posicionados estrategicamente para resposta rápida em zonas suscetíveis a cheias. O dispositivo inclui:
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Oito botes para intervenção nos rios Vouga e Douro, posicionados em Ovar;
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Seis botes no rio Mondego, em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure;
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Seis botes no rio Tejo, posicionados em Tancos;
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Cinco botes no rio Sorraia, em Coruche;
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Seis botes para atuação nos rios Sado e Tejo.
Atualmente, a Marinha Portuguesa tem empenhados 375 militares, apoiados por 37 viaturas, 31 botes, cinco geradores e sete drones, dispondo ainda de um helicóptero em prontidão para missões de reconhecimento e eventual evacuação de emergência.
Segundo a Marinha, o dispositivo continuará a ser ajustado de forma gradual, em função das necessidades identificadas no terreno e das solicitações das autoridades de proteção civil, mantendo-se o objetivo de garantir uma resposta rápida e eficaz às populações afetadas pelo mau tempo.










