Cerca de 1.200 pessoas encontram-se atualmente deslocadas das suas habitações em várias regiões de Portugal continental, como medida preventiva face aos efeitos do mau tempo, sobretudo devido a inundações, revelou esta segunda-feira a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Num ponto de situação feito pelas 19h00, na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), o comandante nacional Mário Silvestre adiantou que, até às 18h00, estavam contabilizadas 1.272 pessoas retiradas das suas casas por razões de segurança.
Segundo a Proteção Civil, os casos de deslocação concentram-se maioritariamente:
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Na região Centro, com destaque para Beira Baixa, Coimbra e Leiria;
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Na região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente em Almada, Peniche, Tomar, Torres Vedras, Óbidos, Lourinhã e Loures;
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No distrito de Beja, em concelhos como Mértola e Vidigueira;
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No Algarve, sobretudo em Vila Real de Santo António.
Quanto às zonas mais afetadas por inundações, Mário Silvestre apontou:
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Centro: Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela;
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Lisboa e Vale do Tejo: Grande Lisboa, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo;
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Alentejo: Mértola, Odemira, Vidigueira e Ourique;
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Algarve: Castro Marim, Lagoa, Portimão e Alcoutim.
Atualmente encontram-se ativados 11 planos distritais de emergência, bem como 125 planos municipais e 19 declarações de situação de alerta decretadas por autarquias. O plano especial de cheias da bacia do Tejo mantém-se no nível máximo (vermelho).
Desde o dia 1 de fevereiro, a Proteção Civil contabiliza 12.477 ocorrências, que mobilizaram 43.617 operacionais e 17.317 meios, entre terrestres e aquáticos.
Relativamente à tipologia das ocorrências, o comandante nacional destacou a queda de árvores como a situação mais frequente, alertando a população para evitar circular ou estacionar em zonas arborizadas. Sublinhou ainda o risco elevado de movimentos de massa e derrocadas, devido à saturação dos solos provocada pela precipitação intensa.
“Os terrenos estão extremamente fragilizados, o que pode originar deslizamentos com consequências graves”, advertiu Mário Silvestre, apelando à adoção de comportamentos preventivos por parte da população.



