A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta manhã que a “esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar”, fazendo um primeiro balanço da greve geral convocada para esta quarta-feira.
Em conferência de imprensa, a governante referiu ainda que alguns trabalhadores optaram pelo regime de teletrabalho, sublinhando que, no setor privado, a adesão à paralisação é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “nula”.
“No setor privado, a adesão é absolutamente residual e em algumas áreas nula. Todas as fábricas estão a trabalhar nas áreas principais de produção em Portugal”, afirmou a ministra.
De acordo com os dados apresentados, a greve não teve expressão no setor agrícola, enquanto na banca todas as agências da Caixa Geral de Depósitos e dos principais bancos privados estarão abertas, assim como os serviços centrais.
Na construção civil, Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou que “não houve efeito” da paralisação. Já nas telecomunicações, a adesão foi de 1,2%, segundo dados da MEO, e no setor do outsourcing situou-se nos 1,3%, de acordo com a empresa Trivalor.
“Os trabalhadores do setor privado não se sentiram motivados a exercer o direito à greve”, referiu a ministra, acrescentando que “o país está a funcionar”.
No setor público, nomeadamente transportes e educação, o cenário já é diferente, estando a funcionar “nos serviços mínimos”.
“A educação é uma grande preocupação para os pais, principalmente para os pais dos alunos que tinham uma prova de avaliação de português”, referiu Maria do Rosário Palma Ramalho, dando conta de que 40% dos alunos não puderam realizar a prova.
A governante sublinhou ainda que o Governo mantém a proposta de reforma laboral, que será discutida no Parlamento, rejeitando qualquer recuo.
A ministra insistiu que a greve está a ter “pouca adesão, nomeadamente no setor privado, que é aquele ao qual se vai aplicar” a reforma em causa.



