O Joaquim Miranda Sarmento admitiu hoje que Portugal poderá registar défice em 2026 caso as circunstâncias o justifiquem, devido aos efeitos das recentes tempestades e ao conflito no Médio Oriente. Apesar disso, o governante rejeitou a possibilidade de uma crise energética semelhante à de 2022.
Em declarações feitas em Bruxelas, antes da reunião do Eurogrupo, Miranda Sarmento sublinhou que o país mantém o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida, mas que “não podemos excluir situações de défice se as circunstâncias assim o impuserem”.
O ministro explicou que os bons resultados de 2025 permitiam encarar 2026 com “um caminho [macroeconómico] um bocadinho menos estreito”, mas que, com as tempestades e o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, o cenário voltou a tornar-se “bastante estreito”.
“É importante que o país faça escolhas e o equilíbrio das contas públicas é muito importante, mas também é crucial acudir às pessoas afetadas pelas tempestades, recuperar a economia e tentar proteger o país dos choques externos que este conflito provoca”, afirmou.
Joaquim Miranda Sarmento destacou ainda que o impacto da guerra será maior “quanto mais tempo durar e quanto mais se estender a outros países da região”, diferenciando o atual contexto da crise energética e inflacionista de 2022, que resultou simultaneamente de um choque do lado da oferta e de um choque do lado da procura no período pós-pandemia.
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