“Portugal tem hoje uma situação financeira estável. Uma situação económica muito promissora. E uma situação política também estável”, atira, acrescentando que a palavra confiança “sintetiza” o contexto de Portugal.
O chefe do Executivo defende ainda que, depois da votação final, o Orçamento do Estado “não sai desvirtuado”, mas entende que, do ponto de vista do funcionamento do regime, PS e Chega “não resistiram à tentação de invadiram esfera a esfera de decisão que cabe ao poder Executivo”, apontando os impactos financeiros desta opção.
Refere-se em concreto ao facto de terem travado uma atualização do valor das propinas ajustada à taxa de inflação, que seria aproveitado para “financiar aqueles estudantes que têm uma carência verdadeira”. E identifica o mesmo pressuposto em relação às portagens.
“Não se trata de desvirtuar a gestão financeira do Estado. (…) É pelo princípio que é violado de respeito pelo papel de cada um e pela forma arbitrária como alguns partidos entendem gerir o processo orçamental, de forma a leiloar propostas à la carte. Não me parece uma forma madura de encarar o processo orçamental”, denuncia.
Mas, mais importante do que aprovar o orçamento, diz, é garantir o seu cumprimento integral.



