O primeiro-ministro e presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, afirmou esta quarta-feira que o atual período governativo “vai marcar a história de Portugal”, equiparando-o aos momentos mais relevantes das últimas décadas políticas do país.
A declaração foi feita durante a cerimónia comemorativa dos 52 anos do Partido Social Democrata, ocasião em que o líder social-democrata assinalou também quatro anos desde que assumiu a presidência do partido.
No discurso, Montenegro destacou o regresso do PSD à liderança do Governo e o reforço do poder autárquico, sublinhando que o partido voltou a assumir responsabilidades a vários níveis. “Hoje governamos a República, a Região Autónoma da Madeira, a Região Autónoma dos Açores e a maioria das câmaras municipais e juntas de freguesia”, afirmou.
O chefe do Executivo considerou ainda que Portugal atravessa uma fase de reconhecimento internacional, descrevendo o país como “credível”, “confiável” e “ambicioso”. Segundo defendeu, a economia nacional tem registado um crescimento acima da média da União Europeia, apontando este desempenho como um sinal da capacidade de resistência e competência do país.
Montenegro caracterizou o atual Executivo como um “Governo de concertação”, garantindo que continuará empenhado em promover reformas estruturais, nomeadamente nas áreas da saúde, fiscalidade, mercado laboral e funcionamento do Estado. Ainda assim, deixou um aviso: o Governo não ficará “refém da intransigência ou do imobilismo”.
O primeiro-ministro reiterou que o ciclo político iniciado em 2024 terá impacto duradouro no país, sustentando que esse caminho resulta da vontade expressa pelos eleitores.
Durante a intervenção, destacou também a importância da imagem externa de Portugal, referindo uma recente deslocação à Alemanha, onde contactou com empresários e promoveu o país como destino de investimento. Segundo afirmou, essa perceção internacional positiva poderá traduzir-se em novas oportunidades económicas e profissionais para os portugueses.
Como exemplo do interesse externo, apontou o processo de privatização da TAP, atualmente na fase final, com a participação de grandes grupos europeus da aviação, considerando que o atual contexto demonstra uma maior atratividade do país face ao passado.



