O Estreito de Ormuz poderá ser reaberto de imediato caso o Irão assim o decida. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que colocou a segurança daquela via marítima no topo das preocupações internacionais discutidas no encontro do G7.
Segundo Rubio, a atual instabilidade na região não resulta de limitações técnicas ou operacionais, mas sim de uma escolha política de Teerão. “A capacidade para restabelecer o fluxo normal no estreito existe. A questão é se o Irão está disposto a fazê-lo”, afirmou o responsável norte-americano, sublinhando o impacto global que qualquer disrupção naquela rota pode provocar.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos confirmou ainda que a escalada de tensão no Golfo será um dos temas centrais do encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, que arranca agora. A reunião decorre num contexto de crescente preocupação com a segurança energética e a estabilidade das cadeias de abastecimento, fortemente dependentes do tráfego no Estreito de Ormuz.
Por aquele corredor marítimo passa uma parte significativa do petróleo exportado a nível mundial, tornando-o num ponto crítico para a economia global. Qualquer interrupção prolongada poderá ter reflexos imediatos nos preços da energia e nos mercados internacionais.
Os países do G7 deverão discutir possíveis respostas coordenadas, incluindo medidas diplomáticas e de segurança, para garantir a livre circulação naquela zona estratégica. A pressão sobre o Irão tende, assim, a aumentar, num momento em que a comunidade internacional procura evitar uma escalada mais ampla no Médio Oriente.



