OPINIÃO

OPINIÃO -

Natal, mesmo em confinamento, nunca deixará de ser Natal

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

A pandemia obrigou-nos a reinventar a nossa forma de viver.

O desafio tem sido grande e extenuante: famílias afastadas, amores adiados, amizades separadas, partidas definitivas não acompanhadas, datas importantes mal celebradas e a angústia sempre presente, face às dúvidas quanto à sobrevivência física e/ou económica.

Quem não passou por algo disto nestes últimos meses?

PUBLICIDADE

Agora, parece estarmos no momento em que atingimos o pico de casos positivos e do cansaço físico e psicológico!
Isto é, todos os efeitos nefastos do vírus se conjugam nesta mesma altura, o que torna a situação global mais dramática. 

Para contrariar esta conjugação negativa, surge uma força enorme que nos é dada pela ciência: a vacina, que é já uma realidade, traz-nos a esperança que 2021 será o ano do controlo da pandemia.

Este encontro temporal entre o pico pandémico que referi e o surgimento da vacina, determinam, em grande parte, a forma como vamos celebrar o Natal neste ano.

Para mim esta é, sem dúvida alguma, a melhor época do ano. Mesmo já faltando à mesa muitos dos que ainda cá deviam estar, é sempre reconfortante sentir a paz e a presença plena da família, mesmo quando tal não é possível sê-lo presencialmente com todos.

E creiam que o Natal é muito mais do que uma celebração cristã. 

Mesmo para os que não o sejam, nesta data transborda toda uma vivência social e cultural que também os marca. Ninguém fica indiferente.

O pico pandémico, fará com que o Natal seja diferente de todos os que já vivemos. Estaremos mais sós, sem o encanto de sempre pela ausência das grandes reuniões familiares. Será, contudo, uma boa oportunidade para, em espírito natalício, nos centrarmos no essencial.

Com a luz ao fundo do túnel, ou seja, com a vacina aí à porta, aproveitemos o facto de termos circunstâncias diferentes de anos anteriores para abrandarmos a voracidade consumista em que se tem transformado esta data. 

Será um tempo perfeito para usufruirmos da companhia dos mais próximos e de valorizarmos aqueles que não poderão estar presentes, por efeitos das regras restritivas que certamente estarão em vigor quando chegarem os dias 24 e 25 de Dezembro.

Tentemos viver este Natal, muito particular, no espírito da mensagem que nos coloca perante a humildade de um menino que nasce numa manjedoura, despojado de bens e de coração totalmente aberto e disponível para o seu semelhante.

Apesar dos constrangimentos, espero conseguir continuar a vivenciar a magia com que o faço desde que nasci. E espero que todos vocês o possam fazer da mesma forma.

Tudo isto porque Natal, mesmo em confinamento, nunca deixará de ser Natal.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS